Todas as vezes

enero 19, 2016 PortuguêsPulsões  No comments

 

E todas as vezes que o coração acelera isso é amor ou a dança dos chakras aprisionando apegos, apelos, desejos e situações transitórias? E todas as vezes que a nostalgia te marca é porque a alma acredita que o tempo é velório dos dias que não foram e se foram? E todas as vezes que o riso deságua por suspiros embalsamados que não verão a luz? E se os olhos que falam traduzem o medo e a vontade cortante de levar adiante uma história inventada, uma ânsia  calada de inventar modos oblíquos e mimos constantes em almas desérticas. Se as letras que ardem e as palavras são rasas para os pelos que não encontram sinapses que contradigam um coração torturado pelo vício de querer e amar pouco. Se a moeda de troca contradiz a língua e as entrelinhas que restam rarefeitas e as flechas do cupido se perdem em tocaias. Se o mar não  sustenta a volúpia do tempo e distância , se a lembrança não evoca o calor do meu corpo. Se os beijos se perdem no vento … E essas linhas não fagulham tua sede…Me resta arder em tons de carmim e reinventar os laços, olvidar os traços de poesia em dois corpos mesclados.

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