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Identidade ‘S’

julio 28, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

Como se imprime na percepção alheia…Algo que é como uma impressão digital. Porém oculta. Algo que se revela. Mas não se mostra. Até a página três. Cada qual tem uma marca única e irrepetível. E não tente desvendá-la a primeira vista. A olhos nus, ninguém é o que parece ser. Doce delícia de descortinar e desvendar peles. Ocultas sob a fachada de derme exposta. Sob os ofícios da rotina arrastada, cada qual tem sob a face uma identidade revelável , somente à meia luz. Ou a pouca – nenhuma- roupa.
Esse apostar as fichas, na desenvoltura do alvo ou digamos interlocutor, faz a demora ser extremamente inspiradora. Não tente apostar entre preto ou vermelho. Pessoas vem e vão. Qualquer sabor desvanece sem as especiarias adequadas. Há seres de muitas matizes a descobrir...

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De membros e encaixes de mentes. E sementes.

mayo 21, 2018 Poesia  No comments

Introduza-me. A sua mente. Rugosa e evidente. Eleva-me à serpente. Surpresa e à mostra. Rouba essa calma. Selvagem e aparente. Desvenda o enigma. Descortina e afina. Essa sacerdotisa errante. Caminhante do destrilho. Colheita de historias. Era das liras violáceas. Do dedilhar dos seus desejos. E segredos de outrora. Toma-me agora. De um golpe. Sem pensar. Hesitar. Ou refugar. Avança e cavalga. Abaixo do plexo. Solar. E introduza-me a sua mente. Mente e desmente. As lembranças daquelas. Festas do fogo. E daquele povo. Dos tempos. De membros e encaixes de mentes. E sementes.

 

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Do manancial dos deuses. Esquecidos.

mayo 21, 2018 Poesia  No comments

E que me olhe com olhos de encanto. Com o toque entre a relva e o vento. Que me veja como filha de Hécate. Ninfa. Sacerdotisa ou feiticeira. Sem partituras rasas ou mãos de poucas palavras. Que me leia mais além do terceiro parágrafo da última vértebra. Mais além dos verbos, versos, gestos ou trejeitos de uma curva. Lombar. E que sinta o aroma da noite. O cheiro da brisa. Solta. Entre os cabelos. Que invoque Pan. Que invoque os elementos e arda entre matizes de carmim. Tríade. Triqueta. Pêndulo de membros entre resmas de células e celulose molhada. E que me olhe. Novamente. Com certo espanto. Talvez. Como leito, como página, onde se lê e se escreve. Como massa de pão a fermentar. Sob o calor das mãos. Que seja rio ou correnteza. Mas que flua, mesmo com o repousar dos corpos...

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Cantam os súcubos

abril 18, 2018 PoesiaPortuguêsPulsões  No comments

Cantam os súcubos

Quando o mundo vibra dentro. E quase se entende. A teoria do absurdo. Quando as palavras deslizam. Em saliva. E a tez é quase crepúsculo. Quando os flancos reverberam. Em pulsões aceleradas. E o que vibra dilacera. A razão redecorada. E se fosse perpétuo o crime. As lanças e armamentos delicados. E as estrófes rugosas. Rimassem em ritmo orquestrado.
Quando o cosmos resvala. Em um minuto eclipsado. Se calam os egos. Os verbos. E se perpetuam. Os orvalhos.

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Delerium

marzo 1, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

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Não  secar o cabelo   e deixar os fios molharem o desejo. Desnudar o prazer mais além do corpo explícito. Invadir as esquinas da alma e penetrar as entranhas. Beber doses duplas dos seus fluídos. Sem gelo. Tragar os suspiros. Boca a boca. Golpe a golpe. Versar a pele exposta. Em todas as suas rugosidades. Ir um passo adiante do que se define intimidade. Rompendo regras. Pretextos. Subtextos. Tácitos. Ou implícitos. Provar o ilícito, imoral, em puro instinto. Despudorar as vísceras e as vielas internas. Alargar as frestas do meu dicionário. Dilacerar chaves ou cadeados internos. Dar corpo. Dar passo e voz as pulsões ancestrais. Cobrir de de-leite a derme e a carne. Sentir o que arde mais além do delírio. Lira dos vinte anos em estado adulterado. Página marcada em pluma densa. E fibrosa...

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MUJER-BOMBA

noviembre 11, 2014 Poesia  No comments

RACHEL B

Mujer bomba

 

Se disfraza de mundana
Y trenza tus entrañas,
Come tus muslos
Poco a poco
En un trago de opio
Baila con la serpiente
No tiene el pecho caliente
Toca en las caderas
Sus tambores
Y de su pecho salen flores…
Recuerda tiempos
Lejanos
Y los cose
Bajo su falta
Alumbra
La tempestad
En plena
Madrugada.

****

 

 

Foto: Rachel Brice snake charmer

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