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Delerium

marzo 1, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

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Não  secar o cabelo   e deixar os fios molharem o desejo. Desnudar o prazer mais além do corpo explícito. Invadir as esquinas da alma e penetrar as entranhas. Beber doses duplas dos seus fluídos. Sem gelo. Tragar os suspiros. Boca a boca. Golpe a golpe. Versar a pele exposta. Em todas as suas rugosidades. Ir um passo adiante do que se define intimidade. Rompendo regras. Pretextos. Subtextos. Tácitos. Ou implícitos. Provar o ilícito, imoral, em puro instinto. Despudorar as vísceras e as vielas internas. Alargar as frestas do meu dicionário. Dilacerar chaves ou cadeados internos. Dar corpo. Dar passo e voz as pulsões ancestrais. Cobrir de de-leite a derme e a carne. Sentir o que arde mais além do delírio. Lira dos vinte anos em estado adulterado. Página marcada em pluma densa. E fibrosa...

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Na polifonia do instante

febrero 25, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

IMG_6472Um pronome indefinido. Que denote
Alguém que some. Que ande lado a lado. Sem medo dos tropeços. Ou arremessos. Que nascem das têmporas. Ou intempéries. De um domingo azul. Que desfrute da sinuosidade. De uma montanha russa. Com looping triplo. Um sujeito em oração composta. E pecados enxutos. Conjugados. Gramaticalmente irreverente. Que me leia de trás. Pra frente. Que revide da rotina. E zombe do destino.
Uma alma que dance no silêncio. Das miradas que se escapam. Quando o subtexto descansa. Na telepatia. Da leitura labial. Não revelada. Um pronome indeterminado. Imprevisível. Psicodelicamente humano. E espiritualmente utópico. Alguém que reste. Que repouse. Nas horas vagas. Como mariposa atrapada. Onde Um não é mais que dois. Na polifonia do instante. Que despedace os argumentos...

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