Solstício de Veludo a Meia Luz

junio 27, 2017 "AFLORISMOS"CrônicasMicro conto  No comments

 

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E no meio de um sorriso, resvalei. Descalcei as botas e armaduras. Baixei a guarda e as expectativas de um soneto. Sensualmente perfeito. De homem de lata passei à espantalho. Com um coração humano , pulsando dentro. Com vísceras e veias de verdade. Regressei aos verbos voluptuosos de quem quer se enredar. E deslizar . Em outra pele. E as nuances já eriçam os poros. Já anunciam sussurros e encaixes de dorsos. De mãos ou membros.
E no meio de um sorriso, resvalei. Resetei os contos e repousei os dedos. Na pluma do imprevisível e das esquinas que se cruzam sem hesitar. Das siluetas à meia luz a serpentear. No calor de um inverno, que arde sem queimar.

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