O acaso com seu traje vermelho

julio 17, 2013 Português  One comment

E eis que de repente, do meio do nada, o acaso se apresenta a ti com o terno vermelho da surpresa. E te salmarionetata em cima. Sim, tu não o reconheces, o ignoras. Mas, esse indecente te ata a cintura e te abate contra a parede. Estás atado mesmo que não tenhas dado conta. E respiras, foges dele, crees que foi um acidente, não voltará a acontecer, um quebra-mola. Logo, tu esqueces, ou o guardas em forma de lembrança em algum canto sujo do encéfalo.

Há! Então, percebes os seus fios te retorcendo tal marionete rumbeira e assoviando a tua mente… “Te Pegamos”. Escrevemos tua história, simplesmente a viva, seja testemunha do teu destino, das tuas âncoras flutuantes nas nuvens e sonha que és livre e podes caminhar com teus próprios pés.

Pois se me caem as estrofes, não capto o eixo desses encontros e tais eleições obras do acaso. Personagens que se desdesenham ou se multiplicam em um par de dias. Rostos que ganham pinceladas de ternura e vão matizando cores e sabores.

Esses registros tatuados mais além do véu do esquecimento, enlaçando a memória obtusa no coração de fogo. Porque nas veias da alma os esquecimentos nos eriçam tal pelos arrepiados. Porque basta uma melodia, uma vibração para entender que o acaso sempre foi cúmplice do destino, que seus truques nos enredam muitas vezes no leme do livre-arbítrio. Não há que navegar, mas entender o balanceio das ondas, submetidas aos anseios do vento.

One comment to O acaso com seu traje vermelho

  • Carlos Veiga Junior  says:

    Na grande orquestração da Fonte criadora o acaso desaparece para dar lugar ao equiíbrio cósmico.
    Tudo em perfeito balanço: luz/sombra feminino/masculino som/silêncio Yin/Yang.
    E o destino que a alma escolheu ganha pinceladas do livre arbítrio da mente para chegar ao fim da ilusão.
    Agora as ondas e os ventos se unem ao fogo e a Terra para celebrar a vida infinita.

    Grato pelas palavras que brotam do seu coração amoroso.

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