Na polifonia do instante

febrero 25, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

IMG_6472Um pronome indefinido. Que denote
Alguém que some. Que ande lado a lado. Sem medo dos tropeços. Ou arremessos. Que nascem das têmporas. Ou intempéries. De um domingo azul. Que desfrute da sinuosidade. De uma montanha russa. Com looping triplo. Um sujeito em oração composta. E pecados enxutos. Conjugados. Gramaticalmente irreverente. Que me leia de trás. Pra frente. Que revide da rotina. E zombe do destino.
Uma alma que dance no silêncio. Das miradas que se escapam. Quando o subtexto descansa. Na telepatia. Da leitura labial. Não revelada. Um pronome indeterminado. Imprevisível. Psicodelicamente humano. E espiritualmente utópico. Alguém que reste. Que repouse. Nas horas vagas. Como mariposa atrapada. Onde Um não é mais que dois. Na polifonia do instante. Que despedace os argumentos. Ou o óbvio e recorrente. Mas que leve a loucura para passear. Sem precisar de coleira ou corrente.

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