Muito além da ostra e da pérola,

enero 31, 2014 Português  No comments

apsaraOu porque as apsaras choram

Jurei que não falaria sobre isso. Que velaria o tema e o manteria trancafiado e passível de descoberta àqueles seres especiais que cruzassem o deserto e o Oasis da minha alma peregrina. Perooo me cansa e me entristece ver pessoas e corpos sendo tratados como duas ferramentas distintas. Conotando volúpia árida à verdadeira poesia de dois corpos untados.  Um manancial de energia jorra dos nossos canais sutis quando motivados pelo desejo, afeto e intenção pura em unir-se a outro ser em carne, prazer e pele. No entanto, esse é um caminho tão lindo, onde infelizmente muitos se perdem sem ver o possível e não tão raro encontro entre sol e lua, desnudados e sem estrelas. Muitas servimos de esteira estelar e os podemos levar até Venus ou à origem do cosmos. Quando os olhos se fechem e a conjunção dos pranas se fusionem em um nano segundo. É preciso despertar para a tríade elemental. Onde convergem terra, fogo e ar. Matéria, fluidos e luz. A chave do templo sempre poderá ser encontrada. Liberte as mil faces da mulher que se descortina a sua frente em inúmeras fatias de tecido epidérmico. O fogo é supra-sacro e aí é onde a serpente se eriça honrando a junção dos mundos e dos canais anti estáticos. Não importa se o que te atraiu foi um simples invólucro de uma concha bonita. Há muito mais além da ostra e da pérola. Há uma viagem infinitamente mais inebriante que qualquer substancia pré fabricada.  Onde o importante é a autopista e não a chegada. Há uma mistura de frequências e canais sublimes pronta para levá-los ao limite da vida e da morte, dos nove sentidos, à beira do Todo e onde a eternidade vacila. A doçura de louvar um ventre e penetrar os mistérios de mundos além da luz e da sombra. Onde o universo dança e os céus nos aplaudem.

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