Dos sorrisos que a gente troca de graça

octubre 8, 2015 CrônicasPortuguês  No comments

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E esses sorrisos que a gente troca de graça… Apenas deixando os músculos da face se expandirem. E relaxarem. Ainda que a alma não esteja saltitando de alegria, ela agradece e se dilata.

Em um dia em que a alma não se aquieta dentro de seu tecido leve e indelineável, sorrir pode fazer alguma ou toda diferença. Ainda que esse detalhe, esse tema seja redundante, recorrente ou clichê é 100% comprovado que um sorriso “bem dado” libera ocitocina, e tal qual a postura do lótus por dez minutos; gera leveza e bem estar.

No entanto, é preciso verdade. Não vale trapacear com um sorriso amarelo ou um afastamento dos lábios validando o profissionalismo do seu dentista. O verbo precisa nascer de dentro. Livre e descontaminado de pensamentos críticos ou auto- julgadores.

Sorrir porque se está em movimento. Sorrir porque não sabe se fazer abdutora ou panturrilha. Sorrir por não saber se chegará dezembro, sorrir porque a existência ainda que obrigatória, pode e deve ser vivida.

E também suspirar: porque descarrega a tensão, libera o peso dos ombros, dilui os nós na garganta e atenua os maxilares para um novo sorriso. E depois do suspiro…Ter calma por mais uma vez perceber que não se controlam os dias, não se controlam as noites, o tráfico ou a digestão no estômago.  E justamente por isso, sorrir. Sorrir ao perceber que a graça de cada existência consiste nas milhões de possibilidades de vida que se apresentam em nosso horizonte.

 

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