Delerium

marzo 1, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

IMG_6602

Não  secar o cabelo   e deixar os fios molharem o desejo. Desnudar o prazer mais além do corpo explícito. Invadir as esquinas da alma e penetrar as entranhas. Beber doses duplas dos seus fluídos. Sem gelo. Tragar os suspiros. Boca a boca. Golpe a golpe. Versar a pele exposta. Em todas as suas rugosidades. Ir um passo adiante do que se define intimidade. Rompendo regras. Pretextos. Subtextos. Tácitos. Ou implícitos. Provar o ilícito, imoral, em puro instinto. Despudorar as vísceras e as vielas internas. Alargar as frestas do meu dicionário. Dilacerar chaves ou cadeados internos. Dar corpo. Dar passo e voz as pulsões ancestrais. Cobrir de de-leite a derme e a carne. Sentir o que arde mais além do delírio. Lira dos vinte anos em estado adulterado. Página marcada em pluma densa. E fibrosa. Em volumosos capítulos decorrentes. Rompendo preceitos de nexos esquecidos. Uma ode ao baixo ventre. Onde não se cala. E tudo consente. Em sentir expandido e verborrágico. De noites que são tardes, manhãs e dias. Eternos fragmentos de tempo sustenido. Ritmo e rima rosácea e taciturna. Velada lânguida latente e noturna. Descompondo a realidade. E os minutos em partícipes. De uma conjunção de tempos verbais . E carnais mais que perfeitos.

 

Leave a reply

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>


*