Deixe ser

diciembre 10, 2017 CrônicasPortuguês  No comments

Fale o que pensa. Ouse sentir. O que se sente. Dance a beira do abismo. Ou tenha um colapso. Em terra firme. Seja tocável. E dedilhe outras almas. Encha-se de pleonasmos. Ou redundâncias. Aceite o risco. O cisco no olho. Quando algo te emociona. Esvazie toda a caixa de pandora. Ou de possibilidades. Desfrute meias verdades. Ou a realidade tecida por emoções. Tangíveis. Queira querer. Na acepção da Querência arcaica. Deixe ser. Penetre. Mais além de superfícies. Beba almas. Em garrafas infinitas. Nas reinvenções do dia a dia. Nas oblações noturnas. Prove o Ser. E o sabor do verbo solto. Desinteressado em parecer. Casca ou filtro. Desvele os vieses da vida. Que não se descosturam facilmente.  Solte as correntes. Revele o veneno e a cura. Retribua o sol. Ou a lua. Abunde-se de generosidade. Doe-se. Sem vaidade. Ouse pensar. E falar o que sente. Quando a luz se apaga. E desliga a mente.

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