De vento à popa

octubre 9, 2013 Poesia  No comments

De frases ao nadaviento
De vento à popa
De sussurros a múrmurios
Das voltas o peão

Do encéfalo bruto
Do coração-bomba calado
Da chave perdida
e Pandora é uma menina

E outra vez, as frases
os céus, os montes
e a grama abstinente
célibe de sentimentos

Não mais veludo
Nao mais teu chão
Sem destroços na repartição
Quantas caras
constroem o não

Do vento à popa
Do macaco quebra-galho
nos olhos profundos
encobrindo vórtices

Do vento remando
Vento estancado
preso na popa
poços maritimos
guardados de bruma
e devoção

 

 

 

 

*Foto: gabidiazbermejo

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