Córtex e visceral

abril 3, 2020 Poesia  No comments

Seres humanos com veias expostas. Com a matéria cerebral a mostra. A alma em dança exógena, encapsulando em um corpo artesanalmente diminuto. À tanta centelha etérea. Divina egrégora dos ânimos que pouco se calam. Que resvalam o sentir mais que escarnado, às razões do outro lado que pululam em nossa órbita. Humanos com ares de Vênus, de magia descosturada, que desbarreiram adjetivos em um glossário de emoções extintas em corações normais.  De primeira imagem anormal, de sinapse entre córtex e visceral que não pousam em qualquer beira. Mas que espantam e encantam a arte de vestir um corpo humano a sua maneira. Deixando um rastro de poeira cósmica, por onde passam em terrena glória.

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