Categoría Pulsões

Tecendo traços e facetas de realidade…

marzo 18, 2017 CrônicasPoesiaPortuguêsPulsões  No comments

dios cornifero

Com cada traço, gesto, desejo ou rastro, adereço um novo instante. Desvisto pele, derme, reflexo ou denotação itinerante. Cubro-me com novos vícios. Novas curvas. Tertúlias de palavras inventadas. Novas vistas. Novas pistas. Outras luzes, outro fluxo mental que me encaixe um verbo latente e pensante. Outro dorso, outra aresta, outra fresta de realidade tamborilante. Novo rumo, novo prumo, novos pretextos ou quereres para ficar um pouco mais. Para criar um pouco mais. Doce descortinamento de continentes que se esbarram na baía do desejo. Onde por instantes o deus cornífero sobre o meu corpo, serpenteia. Devaneio. Mente torpe. Não mente e mete suavemente fragmentos de facetas de um tempo inventado. E se é real? Esse oscilar entre empuxos de volúpia e mansidão...

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Jogo o jogo / Encaixe-me um verbo

junio 18, 2016 CrônicasPortuguêsPulsões  No comments

poker

“Jogo o jogo.

Encaixe-me

um verbo.

Celeste ou de fogo.

Se não tem nexo, eu vou. Se não tem sexo, é amor. Se há medo, é pudor.  Se for de prata, eu empresto. Se não cabe, é resto. Se não prestar, eu invento. As flores do seu sentimento, no  temperamento-figurado. Se não faz sentido, eu sigo. Na corda bamba, ou abismo. E insisto e desvisto, as vestes versadas em querer  vermelho. verborrágico. Se aliteramos, eu falo. Se descruzamos, eu orvalho. Se insistir, eu não sinto. Muito nem pouco. Se for curto, eu me alongo. Entre os membros e  membranas. Se for na cama, eu não durmo. No seu colo, eu me calo. E movo as montanhas, que você leva dentro. Sinuosas ou oblíquas, eu não sigo as pistas. Mas, recrio o momento, de te saber dentro. E se isso é um jogo, vou começar de no...

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Conjunção causal.

febrero 6, 2016 PoesiaPortuguêsPulsões  No comments

 
Quando os olhos
Se desarmam
E a verdade escorre
Languida, latente
Permanente   mente
Insinuante
Extenuante
Em raízes que voam
E percorrem
A desordem
Do caos interno
Sedento
De irradiação
Desde o centro
Do plexo
Do nexo
Do sexo
Causal.

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Todas as vezes

enero 19, 2016 PortuguêsPulsões  No comments

E todas as vezes que o coração acelera isso é amor ou a dança dos chakras aprisionando apegos, apelos, desejos e situações transitórias? E todas as vezes que a nostalgia te marca é porque a alma acredita que o tempo é velório dos dias que não foram e se foram? E todas as vezes que o riso deságua por suspiros embalsamados que não verão a luz? E se os olhos que falam traduzem o medo e a vontade cortante de levar adiante uma história inventada, uma ânsia  calada de inventar modos oblíquos e mimos constantes em almas desérticas. Se as letras que ardem e as palavras são rasas para os pelos que não encontram sinapses que contradigam um coração torturado pelo vício de querer e amar pouco...

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Negra

noviembre 2, 2014 PoesiaPulsões  No comments

Luna  Negra

 

Como serpente sinuosa,

Me moverei

ao som daqueles pecados

que aguam a boca.

Que produzem litros de saliva

em dez segundos.

Me cobrirei de sombra

e raios de lua negra.

Te atarei à minha fome,

arderas no meu quadril …

E apartarei a fadiga

para levar-te ao Éden…

Outra vez.

Te untarei com mesclas

dos meus delírios

e impregnarei seus poros

com batimentos pulsantes.

Reverberara o meu coração

na sua pele

e meus órgãos na sua boca.

Minhas maos no seu pelo

e suas plumas refrescando

a minha tez.

Minhas escamas no seu dorso

e minha cauda na sua rede.

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Carne e Verbo

septiembre 21, 2014 PoesiaPulsões  No comments

VIUN
Sou um momento,
Um respiro a beira do todo…
Sem que percebas, escapo
E deter-me seria o seu fim.

Sou o vento
Transparente e forte
Arrancando as folhas
Dos seus arbustos cansados.

Sou as nuvens
Em mutação constante
Seus pensamentos,
E a flecha flamejante

Sou carne e sou verbo
Conjugável e comestível
Sou o vinho nas suas papilas
E o sabor que não se agarra.

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Je veux…

octubre 6, 2013 PoesiaPulsões  No comments

Gabi BermejoQuero cento e vinte minutos de terapia.
Quero cobrir meu corpo com a sua pele…
quero levar suas carícias nos meus bolsos
e desembrulhá-las no final do domingo.
Quero a primavera em um pra sempre
…Quero seus risos bestas
nas minhas arestas.
Quero o seu quero no meu colo
e o seu ventre na minha rede.
E quero também a sua mente
calando meus pensamentos,
desnublando a vista,
o horizonte e os Quereres torpes.
Quero querer-te mais,
e cessar o rio dos desejos.
Quero silenciar meus verbos
em uma torrente minha e sua.
Quero doses dos seus fluidos sem gelo.
Embriagar-me de sede,
descortinando suas teias.
Quero ser transparente
e que me leias à meia luz,
que me traduzas
com os olhos fechados,
com as mãos espalmadas
percorrendo minhas esquinas.
Quero escutar a curva do vento,
te enviar beijos por...

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