Categoría Poesia

Belamente louco

junio 14, 2018 Poesia  No comments

 

Se de todo louco.  Se herdasse um pouco. Da descordura de ser. Servente e serviente. Da anormalidade requerida. Por um coração livre, em alma desabotoada. Toada desvestida. De aparências esperadas. Pelo lógico, obvio, aceitável ou corriqueiro. Se o isqueiro acendesse as mentes. Dementes e indelentes. Seres dormidos. Esquecidos da real essência. Aguda ou crônica. E essa crônica. Fosse uma ode a loucura. Congênita ou adquirida. Grande magia. Ou nirvana de poucos. E se a insana lucidez fosse a perene e indelével- Frequência equânime. Almejada. Vértebra ao vento. Sentimento orgânico – não adulterado. Se de todo louco. Se aprendesse um pouco. Se louvasse o outro. Que não julga. Que se expõe. Que sobrepõe. Razão e pensamento. Em compartimentos espaçados. E se o passado resultasse em algo...

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Outra vez. Avalon

mayo 21, 2018 Poesia  No comments

Avalon nas veias. No ventre. Em outras vidas. Veludo do seu pelo. Cor de giz. A espalhar a poesia. Dos meus poros. Dos meus verbos. De um verão em pleno inverno. De ser tua navalha. Sempre pronta. A improvisar na sua rima. Lânguida e incandescente. De vapores e coíba. Indecisa.  E imprecisa. Combinação. De opostos. De ar e Terra. Molhada. E deleitosa. Frase tua.  Boca  Nua. A cobiçar o gosto. De carvalho suado. Adentrando a colina. Logo após a névoa. Baixa. Rasa. Da dama do lago. Ao seu lado. Outra vez.

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De membros e encaixes de mentes. E sementes.

mayo 21, 2018 Poesia  No comments

Introduza-me. A sua mente. Rugosa e evidente. Eleva-me à serpente. Surpresa e à mostra. Rouba essa calma. Selvagem e aparente. Desvenda o enigma. Descortina e afina. Essa sacerdotisa errante. Caminhante do destrilho. Colheita de historias. Era das liras violáceas. Do dedilhar dos seus desejos. E segredos de outrora. Toma-me agora. De um golpe. Sem pensar. Hesitar. Ou refugar. Avança e cavalga. Abaixo do plexo. Solar. E introduza-me a sua mente. Mente e desmente. As lembranças daquelas. Festas do fogo. E daquele povo. Dos tempos. De membros e encaixes de mentes. E sementes.

 

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Do manancial dos deuses. Esquecidos.

mayo 21, 2018 Poesia  No comments

E que me olhe com olhos de encanto. Com o toque entre a relva e o vento. Que me veja como filha de Hécate. Ninfa. Sacerdotisa ou feiticeira. Sem partituras rasas ou mãos de poucas palavras. Que me leia mais além do terceiro parágrafo da última vértebra. Mais além dos verbos, versos, gestos ou trejeitos de uma curva. Lombar. E que sinta o aroma da noite. O cheiro da brisa. Solta. Entre os cabelos. Que invoque Pan. Que invoque os elementos e arda entre matizes de carmim. Tríade. Triqueta. Pêndulo de membros entre resmas de células e celulose molhada. E que me olhe. Novamente. Com certo espanto. Talvez. Como leito, como página, onde se lê e se escreve. Como massa de pão a fermentar. Sob o calor das mãos. Que seja rio ou correnteza. Mas que flua, mesmo com o repousar dos corpos...

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Cantam os súcubos

abril 18, 2018 PoesiaPortuguêsPulsões  No comments

Cantam os súcubos

Quando o mundo vibra dentro. E quase se entende. A teoria do absurdo. Quando as palavras deslizam. Em saliva. E a tez é quase crepúsculo. Quando os flancos reverberam. Em pulsões aceleradas. E o que vibra dilacera. A razão redecorada. E se fosse perpétuo o crime. As lanças e armamentos delicados. E as estrófes rugosas. Rimassem em ritmo orquestrado.
Quando o cosmos resvala. Em um minuto eclipsado. Se calam os egos. Os verbos. E se perpetuam. Os orvalhos.

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Ode/ Oração à Temperança

julio 5, 2017 Poesia  No comments

Que eu possa me proteger dos pensamentos de um coração atribulado. Que o vento me recorde o infinito, em uma ode à impermanência. Que o refugio esteja dentro, quando as brechas do tempo forem o melhor lugar. Para ser um Ser melhor. Que perceba o quanto a ilusão aferra a mente, quando estamos desavisados. Existindo na rotina do passar das horas. Que haja mais dias brancos. E textos sem destinatários. Que eu não espere nada. Nenhuma moeda de troca. Que o humor de sexta feira seja sentido em uma plena segunda. E toque minha música favorita, quando estiver desdobrada dormindo. Que emane o melhor da alma, que aceita, recolhe e acolhe. Que os espíritos sigam falando ao meu ouvido. Quando somente eu puder me acalmar. Que o agora seja minha melhor ferramenta...

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Solstício de veludo

junio 27, 2017 Poesia  No comments

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E eu sou a princesa dos ventos
A rainha dos tempos
Que só vive uma vez
E eu sou a que revela o momento
De rever sentimentos
Que passaram no além

E eu sou a antiga magia
A lua perdida
Que se escondeu de você
Sou a partida e a chegada
A hora marcada para não beijar outra vez

E eu sou a tempestade da chuva
A pluma crua que crava também
Sou a virgem santa desnuda
Que descobre a ternura
De amar sem refém.

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De palavras e memórias em relevo e braile do além tempo.

marzo 19, 2017 CrônicasPoesiaPortuguês  No comments

dama abismo

Dessas vezes em que é preciso fechar um ciclo. Mascar as folhas, de coca, ou manchar as folhas de papel. Atribuir a um rosto afeto, nostalgia, carícias ou um “faz parte”. Foi história. Mas, o marca página insiste em pincelar memorias de um verão de pulsões e experimentos. Carnais. Encontro, desencontro, reencontro. Reencarne. De um passado onde o condor recordava a montanha mais íngreme e as visões que guardei em silêncio, enquanto fitava os sulcos do teu rosto moreno. Atahualpa saberia o que vi. Ou às vezes, em que quase toquei a caravana cigana, entre fogueiras onde comungamos. Tu e eu. Miragens de quem vê além do tempo. E sem precisar de arcanos sabe que foi um belo encontro. E quanto mais descia ao abismo, mais me lançava à liberdade espiritual, à ascendência. De um amor. Livre...

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Tecendo traços e facetas de realidade…

marzo 18, 2017 CrônicasPoesiaPortuguêsPulsões  No comments

dios cornifero

Com cada traço, gesto, desejo ou rastro, adereço um novo instante. Desvisto pele, derme, reflexo ou denotação itinerante. Cubro-me com novos vícios. Novas curvas. Tertúlias de palavras inventadas. Novas vistas. Novas pistas. Outras luzes, outro fluxo mental que me encaixe um verbo latente e pensante. Outro dorso, outra aresta, outra fresta de realidade tamborilante. Novo rumo, novo prumo, novos pretextos ou quereres para ficar um pouco mais. Para criar um pouco mais. Doce descortinamento de continentes que se esbarram na baía do desejo. Onde por instantes o deus cornífero sobre o meu corpo, serpenteia. Devaneio. Mente torpe. Não mente e mete suavemente fragmentos de facetas de um tempo inventado. E se é real? Esse oscilar entre empuxos de volúpia e mansidão...

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Acolherei. Te.

febrero 6, 2017 CrônicasPoesiaPortuguês  No comments

acolherei

E te acolherei. Quando estiveres cansado. Quando as horas restarem uníssonas e opacas e todos os rostos, ou quase todos. Forem mais do mesmo. E as histórias cismem em se orquestrar na insistente repetição. Na monotonia que escorre pelas chagas que não se curam, nos ofícios comuns. Quando a realidade se tornar cinza e as ruas do seu bairro se mostrem plenas de caos e tensão apática entre pernas que caminham rumo a esquinas inexistentes. Quando todos os copos forem rasos e seu fluxo – mental – não caiba em nenhum dorso, te acolherei. Quando já não houver paredes a pintar e as tintas precisem ser içadas desde as nuvens mais altas. Quando uma amarelinha figurar no seu chão e os tons restarem saturados de nostalgia ou segredos furtivos. Eu te acolherei...

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