Categoría Poesia

Ode/ Oração à Temperança

julio 5, 2017 Poesia  No comments

Que eu possa me proteger dos pensamentos de um coração atribulado. Que o vento me recorde o infinito, em uma ode à impermanência. Que o refugio esteja dentro, quando as brechas do tempo forem o melhor lugar. Para ser um Ser melhor. Que perceba o quanto a ilusão aferra a mente, quando estamos desavisados. Existindo na rotina do passar das horas. Que haja mais dias brancos. E textos sem destinatários. Que eu não espere nada. Nenhuma moeda de troca. Que o humor de sexta feira seja sentido em uma plena segunda. E toque minha música favorita, quando estiver desdobrada dormindo. Que emane o melhor da alma, que aceita, recolhe e acolhe. Que os espíritos sigam falando ao meu ouvido. Quando somente eu puder me acalmar. Que o agora seja minha melhor ferramenta...

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Solstício de veludo

junio 27, 2017 Poesia  No comments

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E eu sou a princesa dos ventos
A rainha dos tempos
Que só vive uma vez
E eu sou a que revela o momento
De rever sentimentos
Que passaram no além

E eu sou a antiga magia
A lua perdida
Que se escondeu de você
Sou a partida e a chegada
A hora marcada para não beijar outra vez

E eu sou a tempestade da chuva
A pluma crua que crava também
Sou a virgem santa desnuda
Que descobre a ternura
De amar sem refém.

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De palavras e memórias em relevo e braile do além tempo.

marzo 19, 2017 CrônicasPoesiaPortuguês  No comments

dama abismo

Dessas vezes em que é preciso fechar um ciclo. Mascar as folhas, de coca, ou manchar as folhas de papel. Atribuir a um rosto afeto, nostalgia, carícias ou um “faz parte”. Foi história. Mas, o marca página insiste em pincelar memorias de um verão de pulsões e experimentos. Carnais. Encontro, desencontro, reencontro. Reencarne. De um passado onde o condor recordava a montanha mais íngreme e as visões que guardei em silêncio, enquanto fitava os sulcos do teu rosto moreno. Atahualpa saberia o que vi. Ou às vezes, em que quase toquei a caravana cigana, entre fogueiras onde comungamos. Tu e eu. Miragens de quem vê além do tempo. E sem precisar de arcanos sabe que foi um belo encontro. E quanto mais descia ao abismo, mais me lançava à liberdade espiritual, à ascendência. De um amor. Livre...

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Tecendo traços e facetas de realidade…

marzo 18, 2017 CrônicasPoesiaPortuguêsPulsões  No comments

dios cornifero

Com cada traço, gesto, desejo ou rastro, adereço um novo instante. Desvisto pele, derme, reflexo ou denotação itinerante. Cubro-me com novos vícios. Novas curvas. Tertúlias de palavras inventadas. Novas vistas. Novas pistas. Outras luzes, outro fluxo mental que me encaixe um verbo latente e pensante. Outro dorso, outra aresta, outra fresta de realidade tamborilante. Novo rumo, novo prumo, novos pretextos ou quereres para ficar um pouco mais. Para criar um pouco mais. Doce descortinamento de continentes que se esbarram na baía do desejo. Onde por instantes o deus cornífero sobre o meu corpo, serpenteia. Devaneio. Mente torpe. Não mente e mete suavemente fragmentos de facetas de um tempo inventado. E se é real? Esse oscilar entre empuxos de volúpia e mansidão...

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Acolherei. Te.

febrero 6, 2017 CrônicasPoesiaPortuguês  No comments

acolherei

E te acolherei. Quando estiveres cansado. Quando as horas restarem uníssonas e opacas e todos os rostos, ou quase todos. Forem mais do mesmo. E as histórias cismem em se orquestrar na insistente repetição. Na monotonia que escorre pelas chagas que não se curam, nos ofícios comuns. Quando a realidade se tornar cinza e as ruas do seu bairro se mostrem plenas de caos e tensão apática entre pernas que caminham rumo a esquinas inexistentes. Quando todos os copos forem rasos e seu fluxo – mental – não caiba em nenhum dorso, te acolherei. Quando já não houver paredes a pintar e as tintas precisem ser içadas desde as nuvens mais altas. Quando uma amarelinha figurar no seu chão e os tons restarem saturados de nostalgia ou segredos furtivos. Eu te acolherei...

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No tiemblo, For you.

agosto 23, 2016 "AFLORISMOS"españolPoesia  No comments

hibisco rojo
“Y cuando te miro, no tiemblo,
Te quiero y me escapo,
Te enlazo y te tengo
Y te ocultas en la orilla
De la luna blanca.

Y los lunares no se olvidan
Si te tengo bajo la calma
De mi falda negra

Y los cuerpos se tambalean
En el vértigo del tiempo
En un sentimiento rojo
Y blanco bajo mi nevera

Y bailando hemos flotado
Los espacios del reojo
En un cambio climático
De versos y antojos.”

 

#renatavazquez

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Efraín Huerta

julio 13, 2016 "AFLORISMOS"españolPoesia  No comments

“Creo que cada poema es un mundo.

Un mundo y un aparte.

Un territorio cercado,

al que no deben penetrar

los totalmente indocumentados,

los censores, los líricamente desmadrados.

Un poemínimo es un mundo, sí,

pero a veces advierto que he descubierto

una galaxia y que los años luz

no cuentan sino como referencia,

muy vaga referencia, p

orque el poemínimo

está a la vuelta de la esquina

o en la siguiente parada del Metro.

Un poemínimo es una mariposa

loca,

capturada a tiempo

y a tiempo sometida

al rigor de la

camisa

de fuerza.

Y no la toques ya más,

que así es la cosa.

La cosa loca,

lo imprevisible,

lo que te cae encima

o tan sólo te roza

la estrecha entenderá

—y ya se te hizo.”

 

EFRAÍN HUERTA

 

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Rebanho

julio 1, 2016 PoesiaPortuguês  No comments

 

ovelha negra

O meu rebanho é de ovelhas

negras de coração puro,

de olhar taciturno,

cuando perdemos las lanas.

 

O meu rebanho te olha diferente,

Displicente continuamente,

Ao revés e na frente,

do teu sol poente.

 

E nas chuvas, orvalho,

No tronco do Carvalho,

De todos os machos híbridos ou puros,

Descolando a razão da sua retina.

 

O meu rebanho é de ovelhas,

negras,

De coração rotundo,

Poço sem fundo,

Nevoeiro que te traga,

Sem tédio

ou pudor.

 

 

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Deixa….

junio 14, 2016 "AFLORISMOS"PoesiaPortuguês  No comments

Deixa a poesia quarar.

 

Deixa a poesia quarar.

Os versos logo caducam

e o amarelo penetra

as páginas.

De quem não soube

viver. Ou decorar,

O verso exposto.

Ou resvalou

em um negro olhar.

A serpentear nas próprias

entranhas nebulosas.

Ou nas mesmas

veias rasas

de lobo- homem

embolorado.

 

 

#allrightsreserved

Renata Vázquez

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Deixa Fluir…

junio 7, 2016 PoesiaPortuguês  No comments

IMG_2606“A vida Flui
quando te deixas levar pela

beleza do acaso

pelas correntezas

do destino…
Quando já não tentas
Deter
Seu fluxo
Com teus dedos

Mas, te sentas na margem,

E refresca a tua alma,

com a força que persegue

um rumo.

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