Categoría Micro relato

E se vamos juntos ao nosso enterro. E brindamos pelo aprendido.

octubre 6, 2018 CrônicasMicro relatoPortuguês  No comments

E se vamos juntos ao nosso enterro. E brindamos pelo aprendido. Dos nossos corpos doloridos. Porque ignoramos. O livre arbítrio. E se vamos juntos ao precipício. E lançamos ao mar. As peles não reveladas. Mais além da carne rimada. Desnudada prosa. Entre estranhos. Mais que queridos. E se vamos juntos ao desfecho. Ao ponto e vírgula ou reticência. Ao seu personagem vago. E ao meu eu lírico. Se cancelamos os delírios. E nos olhamos frente a frente. Cara a cara. Sem corpo a corpo. Por primeira vez. E se lentamente. E nesse enterro. A terra não nos tragasse . E revelasse um sentimento adormecido. Um querer mais que bonito. Para sermos mais que amigos. A luz do dia . Com zíper rígido.

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Nos toca falar das almas rotas

julio 15, 2018 CrônicasMicro relatoPortuguês  No comments

Eis que nos toca falar das almas rotas. Seres de sorriso imenso . E devaneios de muitos gestos. E trejeitos. Os bobos sem
Misericórdia. De riso fácil. E alma destemperada. Os que bebem cerveja pelo gargalo. E se afogam em mares de praias. Impróprias para banho. Os que preferem pilates . À psicanalise. Que trocam a roupa de cama. Sem se importar se a lua é cheia. Ou minguante. Hoy nos toca hablar. De las almas rotas. Em espanhol. Mesmo . Para que se toque mais fundo. Esse filtro 3D. De que a realidade é uma delícia. E o seu ofício de aliterações interessantes. Não te põe contra a parede. E falemos dos rotos de espírito. Do âmago bagunçado. Com o bug mental. De muitos traumas calados. Das historias de amor e dor. Maltrapilhas. E dediquemos às almas rotas...

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Jogo o jogo

mayo 16, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

Jogo o jogo.

Encaixe-me

um verbo.

Celeste ou de fogo.

Se não tem nexo, eu vou. Se não tem sexo, é amor. Se há medo, é pudor.  Se for de prata, eu empresto. Se não cabe, é resto. Se não prestar, eu invento. As flores do seu sentimento, no  temperamento-figurado. Se não faz sentido, eu sigo. Na corda bamba, ou abismo. E insisto e desvisto, as vestes versadas em querer  vermelho. verborrágico. Se aliteramos, eu falo. Se descruzamos, eu orvalho. Se insistir, eu não sinto. Muito nem pouco. Se for curto, eu me alongo. Entre os membros e  membranas. Se for na cama, eu não durmo. No seu colo, eu me calo. E movo as montanhas, que você leva dentro. Sinuosas ou oblíquas, eu não sigo as pistas. Mas, recrio o momento, de te saber dentro. E se isso é um jogo, vou começar de novo...

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Desperta

mayo 16, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

Para frente e para trás roda a roda da vida. Avante e abaixo o sinal da cruz inventada. Nos montes e nos campos a deusa da colheita orvalha as flores e semeia versos em mãos descuidadas. Quantos nortes virão até aprendermos a sonhar? Despertos. Quantas vidas virão até dormirmos abraçados? Quantas tintas, quantos nomes depositarão em nossos rostos? Quantas casas, quantas moradas entre lenha e almofada?

Na noite escura, ou na lua clara, no sereno, da serenata, naquela cantiga improvisada, vamos remando sem providência divina ou reticência. Quantos entornos permearão a vista, enquanto cegos sem perceber pistas? Quantos augúrios baterão a nossa porta, se o timbre interno não toca, por nossos vértices oxidados. Eletrochoque, vida e morte, chá de ervas ou telegrama...

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De tantos gostares. Estelares.

mayo 12, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

De tantos Gostares. Estelares.

Gosto de levar as pessoas em pequenos bolsos. Dentro da alma. Não é apego. Ou despedida. É desmedida vontade de apaziguar. Qualquer má água. Que circule pelas veias. Pelo prana. Gosto de levar os bons. Pela memória. Pelas historias. Soltando-os na brisa. Para que regressem. Em afagos. Em segredos. Em Desejos. Em laços etéricos. De afeto multicolor. E gosto. De gostar. De pensar. Que todos são. Somos bons. Enquanto carne. Enquanto ossos. Porque insistimos em percorrer. O labirinto da matéria. E reencontrar-nos. Mesmo sem reconhecer-nos. E saldar os débitos . E ganhar os créditos. De tantos gostares. E tantos bolsos. Em cada casa. Em Cada canto. E arestas. Do zodíaco. Do mapa cardíaco. Ou estelar.

Renata Vázquez

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