Categoría Crônicas

As suas escamas no mercado de pronta entrega. Quanto vale?

junio 8, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

Cuanto custa? Cuanto custa a total entrega, a real inversa de desnudar o interior? Se é que é possível, se desfazer de todas as cascas e envoltórios da superfície. Cuanto custa a profundidade? Lançar mão do risco, riscar o corpo e a alma no abismo. Desprovido de etiquetas ao redor dos sentimentos ou camadas sub protetoras. Quanto vale o bungee jump de individualidades, sem o jogo de vaidades ou adereços rasos de conquista torpe?

Quanto vale? As suas escamas no mercado de pronta entrega ou encomenda , pescaria ou modelo vivo para  mãos afoitas de outrem. Quanto vale? 

Quanto vale cada rima, cada esgrima que possa penetrar-te as entranhas ou garantias controladas na embreagem...

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Jogo o jogo

mayo 16, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

Jogo o jogo.

Encaixe-me

um verbo.

Celeste ou de fogo.

Se não tem nexo, eu vou. Se não tem sexo, é amor. Se há medo, é pudor.  Se for de prata, eu empresto. Se não cabe, é resto. Se não prestar, eu invento. As flores do seu sentimento, no  temperamento-figurado. Se não faz sentido, eu sigo. Na corda bamba, ou abismo. E insisto e desvisto, as vestes versadas em querer  vermelho. verborrágico. Se aliteramos, eu falo. Se descruzamos, eu orvalho. Se insistir, eu não sinto. Muito nem pouco. Se for curto, eu me alongo. Entre os membros e  membranas. Se for na cama, eu não durmo. No seu colo, eu me calo. E movo as montanhas, que você leva dentro. Sinuosas ou oblíquas, eu não sigo as pistas. Mas, recrio o momento, de te saber dentro. E se isso é um jogo, vou começar de novo...

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Desperta

mayo 16, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

Para frente e para trás roda a roda da vida. Avante e abaixo o sinal da cruz inventada. Nos montes e nos campos a deusa da colheita orvalha as flores e semeia versos em mãos descuidadas. Quantos nortes virão até aprendermos a sonhar? Despertos. Quantas vidas virão até dormirmos abraçados? Quantas tintas, quantos nomes depositarão em nossos rostos? Quantas casas, quantas moradas entre lenha e almofada?

Na noite escura, ou na lua clara, no sereno, da serenata, naquela cantiga improvisada, vamos remando sem providência divina ou reticência. Quantos entornos permearão a vista, enquanto cegos sem perceber pistas? Quantos augúrios baterão a nossa porta, se o timbre interno não toca, por nossos vértices oxidados. Eletrochoque, vida e morte, chá de ervas ou telegrama...

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De tantos gostares. Estelares.

mayo 12, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

De tantos Gostares. Estelares.

Gosto de levar as pessoas em pequenos bolsos. Dentro da alma. Não é apego. Ou despedida. É desmedida vontade de apaziguar. Qualquer má água. Que circule pelas veias. Pelo prana. Gosto de levar os bons. Pela memória. Pelas historias. Soltando-os na brisa. Para que regressem. Em afagos. Em segredos. Em Desejos. Em laços etéricos. De afeto multicolor. E gosto. De gostar. De pensar. Que todos são. Somos bons. Enquanto carne. Enquanto ossos. Porque insistimos em percorrer. O labirinto da matéria. E reencontrar-nos. Mesmo sem reconhecer-nos. E saldar os débitos . E ganhar os créditos. De tantos gostares. E tantos bolsos. Em cada casa. Em Cada canto. E arestas. Do zodíaco. Do mapa cardíaco. Ou estelar.

Renata Vázquez

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Combien

marzo 28, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

Combien

Como se não bastasse. Bastar. Porque ser feliz parece pouco. Como se não restasse prosperar. Porque ostentar. Parece tudo. Como se não bastasse se destacar. Porque ser e não ter. É pouco. Como se o público fosse tudo. Mesmo que
Ter talento fosse nada. Como se não bastasse provocar. Novas redes neurais. Porque incitar o pensar. É raro. Como se não precisasse respirar. Porque Estar vivo é pouco. Como se não bastasse ter dois hemisférios cerebrais. Belíssimos. Ter multi focos. É pouco. Como se não fosse pouco. O muito que vales. Não amar. A vida. O que se faz. É nada.

Renata Vázquez

 

 

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Delerium

marzo 1, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

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Não  secar o cabelo   e deixar os fios molharem o desejo. Desnudar o prazer mais além do corpo explícito. Invadir as esquinas da alma e penetrar as entranhas. Beber doses duplas dos seus fluídos. Sem gelo. Tragar os suspiros. Boca a boca. Golpe a golpe. Versar a pele exposta. Em todas as suas rugosidades. Ir um passo adiante do que se define intimidade. Rompendo regras. Pretextos. Subtextos. Tácitos. Ou implícitos. Provar o ilícito, imoral, em puro instinto. Despudorar as vísceras e as vielas internas. Alargar as frestas do meu dicionário. Dilacerar chaves ou cadeados internos. Dar corpo. Dar passo e voz as pulsões ancestrais. Cobrir de de-leite a derme e a carne. Sentir o que arde mais além do delírio. Lira dos vinte anos em estado adulterado. Página marcada em pluma densa. E fibrosa...

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Na polifonia do instante

febrero 25, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

IMG_6472Um pronome indefinido. Que denote
Alguém que some. Que ande lado a lado. Sem medo dos tropeços. Ou arremessos. Que nascem das têmporas. Ou intempéries. De um domingo azul. Que desfrute da sinuosidade. De uma montanha russa. Com looping triplo. Um sujeito em oração composta. E pecados enxutos. Conjugados. Gramaticalmente irreverente. Que me leia de trás. Pra frente. Que revide da rotina. E zombe do destino.
Uma alma que dance no silêncio. Das miradas que se escapam. Quando o subtexto descansa. Na telepatia. Da leitura labial. Não revelada. Um pronome indeterminado. Imprevisível. Psicodelicamente humano. E espiritualmente utópico. Alguém que reste. Que repouse. Nas horas vagas. Como mariposa atrapada. Onde Um não é mais que dois. Na polifonia do instante. Que despedace os argumentos...

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Deixe ser

diciembre 10, 2017 CrônicasPortuguês  No comments

Fale o que pensa. Ouse sentir. O que se sente. Dance a beira do abismo. Ou tenha um colapso. Em terra firme. Seja tocável. E dedilhe outras almas. Encha-se de pleonasmos. Ou redundâncias. Aceite o risco. O cisco no olho. Quando algo te emociona. Esvazie toda a caixa de pandora. Ou de possibilidades. Desfrute meias verdades. Ou a realidade tecida por emoções. Tangíveis. Queira querer. Na acepção da Querência arcaica. Deixe ser. Penetre. Mais além de superfícies. Beba almas. Em garrafas infinitas. Nas reinvenções do dia a dia. Nas oblações noturnas. Prove o Ser. E o sabor do verbo solto. Desinteressado em parecer. Casca ou filtro. Desvele os vieses da vida. Que não se descosturam facilmente.  Solte as correntes. Revele o veneno e a cura. Retribua o sol. Ou a lua. Abunde-se de generosidade...

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Introspecção é quando observador e observado habitam o mesmo lugar, o mesmo tempo.

noviembre 25, 2017 CrônicasPortuguês  No comments

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Introspectivo é um espaço mental. Semi impenetrável. Onde poucos poros se abrem para alguns. Mas o Ser se encontra recluso em si mesmo. Repousando nas possibilidades. Ou calamidades de situações que só restam por um instante. Efêmero. Introspectiva é a temporada de auto analise. Fora do divã ou dos ditâmes de analista. Ou pseudo terapeutas. É a hora da sangria. De fazer o balanço de meses. Ou a contagem do caixa. Interno. Introspectivo é um estado mental. Silencioso. De poucas palavras. E muitos sentimentos. É a poeira sob o tapete que precisa ser arejada. Ou exterminada. Introspectivo é um estado de espírito. É a porta encostada. Para que entre um sopro de brisa. Ou alguma mente que compactue com suas verdades. Ou entenda de essência. Intro é o prefixo que precede o real substantivo...

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Para o Ser

noviembre 14, 2017 CrônicasPortuguês  No comments

Para o Ser .

Para qualquer mal, há uma cura.
Para qualquer veneno, um antídoto emocional.
Para qualquer destemperança, o ar puro.
Para mentes ancoradas no passado,
o tempo.
Para vícios de comportamento, resgatar o eu.
Para versos inacabados, poesia constante.
Para braços que não abraçam, o mar que acolhe além do céu.
Para a ansiedade, o nanossegundo que se congela.
Para a felicidade, abdicar das couraças do ego.
Para não regressar a esse plano, trabalho diário e sincero.
Para amar de novo, ser vento, ser prana, ser areia, sal, saliva, veneno e cura nas proporções adequadas.
Para ser um Ser pleno, doar-se, ao ar,

Sem Esperar nada em troca.

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