Categoría Crônicas

Felicidade em prosa ou crônica

abril 14, 2019 CrônicasPortuguês  No comments

Felicidade é simples. É flor , é caule, é pétala é raiz. É densidade de saber-se existir. E persistir. Felicidade é crônica. Benigna. Exímia. A sessenta por hora. É joelho é junta, é base , prólogo e epílogo. É achar cada dia, uma cédula de algo que nomearam moeda, um telegrama, uma foto, em um bolso esquecido . E pode ser no final do domingo. No mar manso ou no deserto. É rimar a céu aberto. Vestindo a mente. Por dentro da alma. E o coração no topo. Da cabeça. Felicidade é a frequência Hertz mais apropriada. A canastra suja ou a jogada perfeita. Sem ordem de importância. É a discrepância do “tanto faz” benevolente. É o que não é óbvio ou evidente. Mas o verbo mais latente do seu dicionário pessoal. Costurando o trivial.  É substantivo em falta, por v...

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Todos muito loucos. Somos.

marzo 27, 2019 CrônicasPortuguês  No comments

As pessoas estão muito loucas. E somos todos muito loucos. Explorando vielas e matizes. Que nos façam esgueirar de nossas próprias verdades. Nossas nuas densidades. Entre becos. Ou atalhos. Nos resvala um passe . À lucidez ingélida. Do deixar ser. Deixar nascer. Deixar fluir. Deixar. E seguimos todos muito loucos. Intoxicados pelas sombras no espelho , talvez refletido em um vitral. Ou por aquele coito paranormal. Uma epifania cósmica . De que a loucura generalizada é a anamnese perfeita.  E a mecha de cabelo, ou do fogo esparcido, seguirá apartada do fogo. Como oléo em agua com co-morbidades poéticas distintas. Como as tintas de uma mancha conjugal. Ou um nexo verbal não identificado . E seguiremos todos muito loucos. Engolindo. Sem digerir...

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E se vamos juntos ao nosso enterro. E brindamos pelo aprendido.

octubre 6, 2018 CrônicasMicro relatoPortuguês  No comments

E se vamos juntos ao nosso enterro. E brindamos pelo aprendido. Dos nossos corpos doloridos. Porque ignoramos. O livre arbítrio. E se vamos juntos ao precipício. E lançamos ao mar. As peles não reveladas. Mais além da carne rimada. Desnudada prosa. Entre estranhos. Mais que queridos. E se vamos juntos ao desfecho. Ao ponto e vírgula ou reticência. Ao seu personagem vago. E ao meu eu lírico. Se cancelamos os delírios. E nos olhamos frente a frente. Cara a cara. Sem corpo a corpo. Por primeira vez. E se lentamente. E nesse enterro. A terra não nos tragasse . E revelasse um sentimento adormecido. Um querer mais que bonito. Para sermos mais que amigos. A luz do dia . Com zíper rígido.

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Identidade ‘S’

julio 28, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

Como se imprime na percepção alheia…Algo que é como uma impressão digital. Porém oculta. Algo que se revela. Mas não se mostra. Até a página três. Cada qual tem uma marca única e irrepetível. E não tente desvendá-la a primeira vista. A olhos nus, ninguém é o que parece ser. Doce delícia de descortinar e desvendar peles. Ocultas sob a fachada de derme exposta. Sob os ofícios da rotina arrastada, cada qual tem sob a face uma identidade revelável , somente à meia luz. Ou a pouca – nenhuma- roupa.
Esse apostar as fichas, na desenvoltura do alvo ou digamos interlocutor, faz a demora ser extremamente inspiradora. Não tente apostar entre preto ou vermelho. Pessoas vem e vão. Qualquer sabor desvanece sem as especiarias adequadas. Há seres de muitas matizes a descobrir...

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Nos toca falar das almas rotas

julio 15, 2018 CrônicasMicro relatoPortuguês  No comments

Eis que nos toca falar das almas rotas. Seres de sorriso imenso . E devaneios de muitos gestos. E trejeitos. Os bobos sem
Misericórdia. De riso fácil. E alma destemperada. Os que bebem cerveja pelo gargalo. E se afogam em mares de praias. Impróprias para banho. Os que preferem pilates . À psicanalise. Que trocam a roupa de cama. Sem se importar se a lua é cheia. Ou minguante. Hoy nos toca hablar. De las almas rotas. Em espanhol. Mesmo . Para que se toque mais fundo. Esse filtro 3D. De que a realidade é uma delícia. E o seu ofício de aliterações interessantes. Não te põe contra a parede. E falemos dos rotos de espírito. Do âmago bagunçado. Com o bug mental. De muitos traumas calados. Das historias de amor e dor. Maltrapilhas. E dediquemos às almas rotas...

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Amoralidade afetuosa aguda – versada

julio 14, 2018 CrônicasPortuguêsPulsões  No comments

Quantas camadas de intimidade. Se pode desbravar. Até poder-se catalogar. Um ser . Em ser. Humanoide confiável? Quantos laços etéricos de amoralidade. Entre nós. Até que seja palpável o afeto. Transbordável. Em segredos. Anseios. Que se compartem. Entre dois. Quantas camadas de intimidade. Cumplicidade. Densidade. Para que se conceda . À rotulada luxuria. Um ressignificado. Um laço de quatro traços. Um divino velcro de dupla face? Quantas
Camadas
De vulnerabilidade. E entranhas expostas. Para que a melodia ganhe a nota. Da simbiose perfeita. Da mão esquerda. Ambidestra. Que manuseia os denotativos. Conotativos . E não julga. Não reprova. Quantas camadas de intimidade até que se cale o super ego. A id. E se dilacere a sombra não integrada. Quantos aspectos de coexistência...

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As suas escamas no mercado de pronta entrega. Quanto vale?

junio 8, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

Cuanto custa? Cuanto custa a total entrega, a real inversa de desnudar o interior? Se é que é possível, se desfazer de todas as cascas e envoltórios da superfície. Cuanto custa a profundidade? Lançar mão do risco, riscar o corpo e a alma no abismo. Desprovido de etiquetas ao redor dos sentimentos ou camadas sub protetoras. Quanto vale o bungee jump de individualidades, sem o jogo de vaidades ou adereços rasos de conquista torpe?

Quanto vale? As suas escamas no mercado de pronta entrega ou encomenda , pescaria ou modelo vivo para  mãos afoitas de outrem. Quanto vale? 

Quanto vale cada rima, cada esgrima que possa penetrar-te as entranhas ou garantias controladas na embreagem...

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Jogo o jogo

mayo 16, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

Jogo o jogo.

Encaixe-me

um verbo.

Celeste ou de fogo.

Se não tem nexo, eu vou. Se não tem sexo, é amor. Se há medo, é pudor.  Se for de prata, eu empresto. Se não cabe, é resto. Se não prestar, eu invento. As flores do seu sentimento, no  temperamento-figurado. Se não faz sentido, eu sigo. Na corda bamba, ou abismo. E insisto e desvisto, as vestes versadas em querer  vermelho. verborrágico. Se aliteramos, eu falo. Se descruzamos, eu orvalho. Se insistir, eu não sinto. Muito nem pouco. Se for curto, eu me alongo. Entre os membros e  membranas. Se for na cama, eu não durmo. No seu colo, eu me calo. E movo as montanhas, que você leva dentro. Sinuosas ou oblíquas, eu não sigo as pistas. Mas, recrio o momento, de te saber dentro. E se isso é um jogo, vou começar de novo...

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Desperta

mayo 16, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

Para frente e para trás roda a roda da vida. Avante e abaixo o sinal da cruz inventada. Nos montes e nos campos a deusa da colheita orvalha as flores e semeia versos em mãos descuidadas. Quantos nortes virão até aprendermos a sonhar? Despertos. Quantas vidas virão até dormirmos abraçados? Quantas tintas, quantos nomes depositarão em nossos rostos? Quantas casas, quantas moradas entre lenha e almofada?

Na noite escura, ou na lua clara, no sereno, da serenata, naquela cantiga improvisada, vamos remando sem providência divina ou reticência. Quantos entornos permearão a vista, enquanto cegos sem perceber pistas? Quantos augúrios baterão a nossa porta, se o timbre interno não toca, por nossos vértices oxidados. Eletrochoque, vida e morte, chá de ervas ou telegrama...

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De tantos gostares. Estelares.

mayo 12, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

De tantos Gostares. Estelares.

Gosto de levar as pessoas em pequenos bolsos. Dentro da alma. Não é apego. Ou despedida. É desmedida vontade de apaziguar. Qualquer má água. Que circule pelas veias. Pelo prana. Gosto de levar os bons. Pela memória. Pelas historias. Soltando-os na brisa. Para que regressem. Em afagos. Em segredos. Em Desejos. Em laços etéricos. De afeto multicolor. E gosto. De gostar. De pensar. Que todos são. Somos bons. Enquanto carne. Enquanto ossos. Porque insistimos em percorrer. O labirinto da matéria. E reencontrar-nos. Mesmo sem reconhecer-nos. E saldar os débitos . E ganhar os créditos. De tantos gostares. E tantos bolsos. Em cada casa. Em Cada canto. E arestas. Do zodíaco. Do mapa cardíaco. Ou estelar.

Renata Vázquez

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