Aos guardiões da vida e da morte

junio 27, 2015 CrônicasPortuguês  No comments

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Aos guardiões da vida e da morte se ergue uma prece em silêncio. Um contato entre a linha tênue do sono e da realidade.  Aos anjos da morte vai endereçada uma reza para que não se morra em vida. Aos guardiões da vida se tece uma oração para que haja vida na morte. E ambos os anjos, sem que desconfiemos, nos espreitam pelo mesmo lado. Residindo nos bosques das esperanças mais profundas e dos desejos inconfessáveis do nosso inconsciente. Os anjos da morte, ao contrário do que possa parecer, não nos levam da vida. Mas, seguem atentos a cada passo que nos aproxime de uma vida que jaz nos dias que morrem no amanhã.

Eles esperam o chamado sincero, que venha dos vales da alma. A salvar-nos de uma vida com uma morte a cada dia. Ambos intercedem por nós em cada ensaio de passo que nos ocorre mentalmente. Os anjos da vida e da morte seguem os desavisados em vida. Aqueles que transitam pela vida e a morte ao se sentarem sobre o muro que divide ambos caminhos.

Aos anjos da vida devemos acariciar as asas. E pedir-lhes que nos levem mais além da morte antropomórfica de asas um dia partidas.

Aos anjos da morte, oramos por vieses mais claros e menos nuvens sombrias. Para que nos ensinem que face a morte de cada resistência e bloqueio, nos alcançará uma nova vida.

 

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