A morte do “amor”

septiembre 15, 2014 Crônicas  One comment

a morte marseille

Poderia endereçar estas linhas à senhora Poesia. Porque sim, acredito no amor genuíno, puro e desinteressado raramente concebido na raça humana. Mas, a morte do amor, em pauta, é outra história. É quando as projeções desbotam e as fichas caem tal bigorna na sua cabeça. Pode ser triste, se você gostar de pagode romântico ou grunge. Não ouça. Porque a descrença é também libertadora.

Na verdade, essa morte vem  quando você se dá conta que não necessita de nenhum artefato emocional externo, que você não precisa viver a vida alheia. A morte do amor é finalmente, quando você entende que a maior historia de amor começa diante do espelho. Abocanhando seus sonhos e deixando à beira da estrada, sem pena (é difícil), qualquer classe de toxicidade e reflexos de um ego voluntarioso e por vezes mimado.

Não, a morte do amor não é uma catástrofe. É um sinal de que as rugas uma hora chegam. Que Peter Pan  precisa ficar lá na Terra do Nunca.  E que histórias inventadas se aferram aos livros. E magicamente é só. O resto da magia é interna mesmo. Dia a dia apaixonando-se pelo que se faz, pelos dribles na rotina e longe dos dramas mexicanos. A morte do amor é isso. É não esperar nada, é ouvir bachata e sorrir da dor presente nas letras latinas.

É bem cômodo adiar a morte do amor, você não olhará para dentro. Se privará do auto- questionamento, terá um passo evolutivo de tartaruga, continuará comendo suas emoções, buscando sexo fácil- insignificante e permanecerá dormente às razoes que fazem um ser espiritual ter uma vivência humana.

Nota: Digo e me contradigo. A realidade é impermanente.
Talvez a morte do amor inventado pelo ego, seja a porta, a ruela que abre passo ao amor genuíno. Será?

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One comment to A morte do “amor”

  • Juliana  says:

    Sou a pura contradição…

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