Archivos por mes marzo 2017

Cavalgando no dorso da arte

marzo 28, 2017 CrônicasPortuguês  No comments

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O que é a arte se não total entrega e loucura em transcender a realidade? O que é a arte se não a magia criadora em gerar conteúdo, beleza, estados alterados de consciência, reflexão, historias, imagens que sejam permanente choque nas retinas. Se não evoca nossa alma a saltar do corpo não é arte. E se se conjuga com o ego, não reverbera, posto que a arte é uma menina mágica que comunga com o duende, na teoria e jogo explicado por Lorca.
Como transcender a realidade cavalgando no dorso da arte se temos por meta a ganância? O verdadeiro artista e devoto da arte, faz o que faz por amor e porque seria inconcebível outra forma de vida, de existência. Vive de e para a arte porque minguaria o próprio elan vital, se fosse viver uma vida que não fosse criando...

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De palavras e memórias em relevo e braile do além tempo.

marzo 19, 2017 CrônicasPoesiaPortuguês  No comments

dama abismo

Dessas vezes em que é preciso fechar um ciclo. Mascar as folhas, de coca, ou manchar as folhas de papel. Atribuir a um rosto afeto, nostalgia, carícias ou um “faz parte”. Foi história. Mas, o marca página insiste em pincelar memorias de um verão de pulsões e experimentos. Carnais. Encontro, desencontro, reencontro. Reencarne. De um passado onde o condor recordava a montanha mais íngreme e as visões que guardei em silêncio, enquanto fitava os sulcos do teu rosto moreno. Atahualpa saberia o que vi. Ou às vezes, em que quase toquei a caravana cigana, entre fogueiras onde comungamos. Tu e eu. Miragens de quem vê além do tempo. E sem precisar de arcanos sabe que foi um belo encontro. E quanto mais descia ao abismo, mais me lançava à liberdade espiritual, à ascendência. De um amor. Livre...

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Tecendo traços e facetas de realidade…

marzo 18, 2017 CrônicasPoesiaPortuguêsPulsões  No comments

dios cornifero

Com cada traço, gesto, desejo ou rastro, adereço um novo instante. Desvisto pele, derme, reflexo ou denotação itinerante. Cubro-me com novos vícios. Novas curvas. Tertúlias de palavras inventadas. Novas vistas. Novas pistas. Outras luzes, outro fluxo mental que me encaixe um verbo latente e pensante. Outro dorso, outra aresta, outra fresta de realidade tamborilante. Novo rumo, novo prumo, novos pretextos ou quereres para ficar um pouco mais. Para criar um pouco mais. Doce descortinamento de continentes que se esbarram na baía do desejo. Onde por instantes o deus cornífero sobre o meu corpo, serpenteia. Devaneio. Mente torpe. Não mente e mete suavemente fragmentos de facetas de um tempo inventado. E se é real? Esse oscilar entre empuxos de volúpia e mansidão...

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