Archivos por mes junio 2016

O duende e a menina

junio 29, 2016 CrônicasPortuguês  No comments

paco maestro

Sobre a “Teoria y Juego Del duende” de Garcia Lorca…

Por vezes, o ator, trovador, escritor, esbanja técnica, habilidade, controle, efeitos plásticos, mas não lhe tira da realidade. Não te sacode, não pulsa dentro. Não enfeitiça, não  inebria. Se não fala à alma, falta algo. Se não te faz esquecer por um microssegundo que és feito de carne. Falta vida. Falta o duende. Falta. Essa chispa, que acende e ascende, que comove, que te faz levitar por entre as entrelinhas da vida corrente. O duende chega sem aviso, te penetra ou te possui. O duende é assalto ou furto? Ou ambos os duelos dilacerando a razão que não se segue. O duende é arroubo, é possessão, não se explica ou delimita. Se não há risco, não há duende, se não há fluxo, ele não vem...

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Jogo o jogo / Encaixe-me um verbo

junio 18, 2016 CrônicasPortuguêsPulsões  No comments

poker

“Jogo o jogo.

Encaixe-me

um verbo.

Celeste ou de fogo.

Se não tem nexo, eu vou. Se não tem sexo, é amor. Se há medo, é pudor.  Se for de prata, eu empresto. Se não cabe, é resto. Se não prestar, eu invento. As flores do seu sentimento, no  temperamento-figurado. Se não faz sentido, eu sigo. Na corda bamba, ou abismo. E insisto e desvisto, as vestes versadas em querer  vermelho. verborrágico. Se aliteramos, eu falo. Se descruzamos, eu orvalho. Se insistir, eu não sinto. Muito nem pouco. Se for curto, eu me alongo. Entre os membros e  membranas. Se for na cama, eu não durmo. No seu colo, eu me calo. E movo as montanhas, que você leva dentro. Sinuosas ou oblíquas, eu não sigo as pistas. Mas, recrio o momento, de te saber dentro. E se isso é um jogo, vou começar de no...

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Deixa….

junio 14, 2016 "AFLORISMOS"PoesiaPortuguês  No comments

Deixa a poesia quarar.

 

Deixa a poesia quarar.

Os versos logo caducam

e o amarelo penetra

as páginas.

De quem não soube

viver. Ou decorar,

O verso exposto.

Ou resvalou

em um negro olhar.

A serpentear nas próprias

entranhas nebulosas.

Ou nas mesmas

veias rasas

de lobo- homem

embolorado.

 

 

#allrightsreserved

Renata Vázquez

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Ela escreve o que nela descreve.

junio 13, 2016 CrônicasPortuguês  No comments

Ela escreve sobre o perigo e a calma. Sobre as dúvidas, sob a ribalta. Sobre ribanceiras e os abismos que figuram dentro. Dentro de uma persona multifacetada e sem máscaras que mascarem a superfície. Ela escreve sobre o risco e a ternura, sobre as tertúlias da vista impura. Ela escreve e dessangra a lua, a carne crua e as vísceras nuas. Ela escreve sobre os montes e rodamoinhos, sobe as montanhas do seu ego de espinhos. Ela escreve sobre a poeira sob o tapete. Ela escreve matando os pronomes, inventando nomes e dilacerando dicionários e regras. Ela escreve para que a vida sorria, na manhã mais fria. Para integrar sabores, para desconstruir temores. Ou para falar sozinha. Ela escreve porque se autointoxica. Porque a arte excita e as palavras são mágicas e sempre surpreendem...

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Bela-mente incongruente

junio 9, 2016 CrônicasPortuguês  No comments

narciso

Defina o que não se toca, ou se tinge e não se molha, desfolhando a forma… 

Porque a beleza, na verdade, precisa ter algo de feio. Sim. A beleza para a leitura destes olhos precisa provocar certo espanto, certa graça, incoerência e incongruência. Sem o menor denominador comum ou senso geral da nação maciça. A beleza de um sorriso torto, ou um dente lascado. Talvez um par de olhos de coruja ou gavião endiabrado. Encantam-me os olhos, a beleza da segunda página, o flerte à segunda vista. Aquela pista de beira de estrada, quando você foge de todos os rostos previsíveis. A beleza está presente, naquela esquina que se espreme, decorando uma célebre avenida movimentada. Ou quando o rosto ganha calles ou vielas de expressão. Rostos de homens são intrigantes...

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Deixa Fluir…

junio 7, 2016 PoesiaPortuguês  No comments

IMG_2606“A vida Flui
quando te deixas levar pela

beleza do acaso

pelas correntezas

do destino…
Quando já não tentas
Deter
Seu fluxo
Com teus dedos

Mas, te sentas na margem,

E refresca a tua alma,

com a força que persegue

um rumo.

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