Archivo diario septiembre 3, 2014

Conteúdo tóxico

septiembre 3, 2014 CrônicasPortuguês  One comment

corda rompeDessas amizades que o tempo esfarela. Que os germes do despeito roeram a confiança. Que a cegueira entorpeceu as verdades.  E no meu tecido límbico já não há lugar para remendos. Após tantas moléstias reversíveis, o próprio tempo se cansa de entrelaçar fibras e regenerar vontades ou pequenos muros de contenção. Ocorre que no meu emaranhado de pequenos abismos interpessoais, costumo oferecer incontáveis resgates. Até o dia em que deixar romper a corda é libertação.
Porque ruída a confiança, não há nó que amarre. Elo irrecuperável pela nuance de tinta que desprendeu da máscara.
Porque quem muito rasura o fronte alheio, mais tem o âmago embolorado pelos mesmos traços.. E se ficar consiste em manter um olho aberto e outro fechado, me somo às corujas da meia noite...

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“O mundo literário é muito violento.”

septiembre 3, 2014 PortuguêsReportajes / Reportagens  No comments

ribeiro pic

A semana do dia do escritor, 25 de julho, foi uma semana de duras perdas. E uma pergunta: A que ponto não valorizamos mais a obra após a morte? A atenção do mundo literário se dividiu em três grandes dores. A primeira se deu no Rio de Janeiro em um adeus a um baiano que teve dois de seus romances incluídos nos cem melhores romances brasileiros do século. Membro da Academia brasileira de letras, detentor de um prêmio Jabuti por “Viva o povo brasileiro” em 1984 e um prêmio Camões em 2008. João Ubaldo (Não) viu seu nome alçado à tamanha glória, como agora. Onde em uma livraria da Travessa, montada em uma FLIP alborotada, suas obras decoravam as principais esquinas, tal fosse autor que seria atração nas horas seguintes. Vale o escritor morto, mais palavras que um escrito...

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FLIP: O único pop atemporal.

septiembre 3, 2014 PortuguêsReportajes / Reportagens  No comments

flip3

As ruas de Paraty recordavam o que em algum universo paralelo seria uma micareta intelectual. Jovens com garrafas de vinho em punho, casais e famílias desfrutando o frio de uma noite de sábado literário. Senhoras e mais senhoras sentadas na praça principal, com os óculos ajustados, miravam o telão que democratizava a feira.

Millôr Fernandes era o padroeiro da festa de 2014. O dramaturgo, escritor, desenhista e tradutor abençoava os presentes. Até mesmo a capela de Nosso Senhor dos Passos parecia mais iluminada para batizar novos escritores. Velas eram acesas ao preço módico de cada intenção. No sábado, 2 de agosto, a noite cai com Jhumpa Lari, inglesa filha de imigrantes indianos. Ela traz à mesa a discussão sobre o poder de mediação cultural da literatura. E levanta uma...

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