Archivos por mes septiembre 2014

Por equinócios e pessoas

septiembre 24, 2014 CrônicasPortuguês  No comments

blue orq
Há coisas na vida que sucedem para que se deixe de viver em modo automático, provando água morna e absorto na multidão que marcha uníssona a lugar nenhum. Há coisas que sucedem para chacoalhar a consciência de que nenhuma benção lhe alcança dentro da zona de conforto. Que tanto o prazer, quanto a dor; são ferramentas para fortalecer o coração imaterial e eterno.

Porque há pessoas na vida, que nos fazem recordar porque os equinócios chegam, porque as estações mudam, porque as folhas caem, os frutos amadurecem e a alma humana troca de pele a cada vida.

Porque há coisas que sucedem , para que cruzemos com tais pessoas.

Porque sem essas almas, veríamos o mundo em preto e branco, a chuva seria um fenômeno exótico- non sense, o sol seria um pouco incômodo… e o amor seria u...

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Carne e Verbo

septiembre 21, 2014 PoesiaPulsões  No comments

VIUN
Sou um momento,
Um respiro a beira do todo…
Sem que percebas, escapo
E deter-me seria o seu fim.

Sou o vento
Transparente e forte
Arrancando as folhas
Dos seus arbustos cansados.

Sou as nuvens
Em mutação constante
Seus pensamentos,
E a flecha flamejante

Sou carne e sou verbo
Conjugável e comestível
Sou o vinho nas suas papilas
E o sabor que não se agarra.

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A morte do “amor”

septiembre 15, 2014 Crônicas  One comment

a morte marseille

Poderia endereçar estas linhas à senhora Poesia. Porque sim, acredito no amor genuíno, puro e desinteressado raramente concebido na raça humana. Mas, a morte do amor, em pauta, é outra história. É quando as projeções desbotam e as fichas caem tal bigorna na sua cabeça. Pode ser triste, se você gostar de pagode romântico ou grunge. Não ouça. Porque a descrença é também libertadora.

Na verdade, essa morte vem  quando você se dá conta que não necessita de nenhum artefato emocional externo, que você não precisa viver a vida alheia. A morte do amor é finalmente, quando você entende que a maior historia de amor começa diante do espelho...

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Conteúdo tóxico

septiembre 3, 2014 CrônicasPortuguês  One comment

corda rompeDessas amizades que o tempo esfarela. Que os germes do despeito roeram a confiança. Que a cegueira entorpeceu as verdades.  E no meu tecido límbico já não há lugar para remendos. Após tantas moléstias reversíveis, o próprio tempo se cansa de entrelaçar fibras e regenerar vontades ou pequenos muros de contenção. Ocorre que no meu emaranhado de pequenos abismos interpessoais, costumo oferecer incontáveis resgates. Até o dia em que deixar romper a corda é libertação.
Porque ruída a confiança, não há nó que amarre. Elo irrecuperável pela nuance de tinta que desprendeu da máscara.
Porque quem muito rasura o fronte alheio, mais tem o âmago embolorado pelos mesmos traços.. E se ficar consiste em manter um olho aberto e outro fechado, me somo às corujas da meia noite...

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“O mundo literário é muito violento.”

septiembre 3, 2014 PortuguêsReportajes / Reportagens  No comments

ribeiro pic

A semana do dia do escritor, 25 de julho, foi uma semana de duras perdas. E uma pergunta: A que ponto não valorizamos mais a obra após a morte? A atenção do mundo literário se dividiu em três grandes dores. A primeira se deu no Rio de Janeiro em um adeus a um baiano que teve dois de seus romances incluídos nos cem melhores romances brasileiros do século. Membro da Academia brasileira de letras, detentor de um prêmio Jabuti por “Viva o povo brasileiro” em 1984 e um prêmio Camões em 2008. João Ubaldo (Não) viu seu nome alçado à tamanha glória, como agora. Onde em uma livraria da Travessa, montada em uma FLIP alborotada, suas obras decoravam as principais esquinas, tal fosse autor que seria atração nas horas seguintes. Vale o escritor morto, mais palavras que um escrito...

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FLIP: O único pop atemporal.

septiembre 3, 2014 PortuguêsReportajes / Reportagens  No comments

flip3

As ruas de Paraty recordavam o que em algum universo paralelo seria uma micareta intelectual. Jovens com garrafas de vinho em punho, casais e famílias desfrutando o frio de uma noite de sábado literário. Senhoras e mais senhoras sentadas na praça principal, com os óculos ajustados, miravam o telão que democratizava a feira.

Millôr Fernandes era o padroeiro da festa de 2014. O dramaturgo, escritor, desenhista e tradutor abençoava os presentes. Até mesmo a capela de Nosso Senhor dos Passos parecia mais iluminada para batizar novos escritores. Velas eram acesas ao preço módico de cada intenção. No sábado, 2 de agosto, a noite cai com Jhumpa Lari, inglesa filha de imigrantes indianos. Ela traz à mesa a discussão sobre o poder de mediação cultural da literatura. E levanta uma...

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