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À tempestade

febrero 10, 2014 CrônicasPortuguês  No comments

vini bw
Novamente levantaremos a bandeira da arte. Embora com outra roupagem.Quanto de sua matéria prima provém da dor e da tempestade? Nós que não fazemos nada pela metade, que nos recusamos a nadar com os peixes rasos, somos acometidos de extrema anormalidade por um grau de sensibilidade demasiado apurado para esta existência física? Divago… Ou encontramos na dor a inadequação a esse mundo pueril ; grande desleixo do criador? Lançamos mão  da arte porque os sentidos se esvaem e se findam e não dão razão à proporção da alma em um corpo minúsculo?

O que veio primeiro; a tempestade ou a arte? Corações tempestuosos deságuam na arte ou a arte deságua nos âmagos tempestuosos? Ou mesmo; a arte é o que arrefece a tempestade? Quando as palavras, os códigos e os sentidos já nada podem f...

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Na névoa escura da arte

febrero 10, 2014 CrônicasPortuguês  One comment

frida traumaEnvolta em névoa ecoou em minha mente a frase “A arte é uma maldição.” E no mesmo momento, segui os impulsos nervosos dos meus neurônios junto a um acervo de memórias que delineavam meus amigos artistas. Aquela frase daria título ao meu trabalho de mestrado em jornalismo, embora fosse uma navalha dupla face. Entendo perfeitamente que havendo saído da boca de uma dançarina eslovaca de flamenco fora compreensível, em um cenário espanhol machista e falsamente tingido pela dita “pureza do flamenco”. Onde para uns poucos acéfalos, só teria valor o flamenco gestado no útero do povo cigano e genuinamente espanhol. E esquecendo-se das raízes hindus, árabes, mouras, orientais… Mas, me recuso a limitar esse espaço a dissecar o flamenco...

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