Jogo o jogo

mayo 16, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

Jogo o jogo.

Encaixe-me

um verbo.

Celeste ou de fogo.

Se não tem nexo, eu vou. Se não tem sexo, é amor. Se há medo, é pudor.  Se for de prata, eu empresto. Se não cabe, é resto. Se não prestar, eu invento. As flores do seu sentimento, no  temperamento-figurado. Se não faz sentido, eu sigo. Na corda bamba, ou abismo. E insisto e desvisto, as vestes versadas em querer  vermelho. verborrágico. Se aliteramos, eu falo. Se descruzamos, eu orvalho. Se insistir, eu não sinto. Muito nem pouco. Se for curto, eu me alongo. Entre os membros e  membranas. Se for na cama, eu não durmo. No seu colo, eu me calo. E movo as montanhas, que você leva dentro. Sinuosas ou oblíquas, eu não sigo as pistas. Mas, recrio o momento, de te saber dentro. E se isso é um jogo, vou começar de novo...

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Desperta

mayo 16, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

Para frente e para trás roda a roda da vida. Avante e abaixo o sinal da cruz inventada. Nos montes e nos campos a deusa da colheita orvalha as flores e semeia versos em mãos descuidadas. Quantos nortes virão até aprendermos a sonhar? Despertos. Quantas vidas virão até dormirmos abraçados? Quantas tintas, quantos nomes depositarão em nossos rostos? Quantas casas, quantas moradas entre lenha e almofada?

Na noite escura, ou na lua clara, no sereno, da serenata, naquela cantiga improvisada, vamos remando sem providência divina ou reticência. Quantos entornos permearão a vista, enquanto cegos sem perceber pistas? Quantos augúrios baterão a nossa porta, se o timbre interno não toca, por nossos vértices oxidados. Eletrochoque, vida e morte, chá de ervas ou telegrama...

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De tantos gostares. Estelares.

mayo 12, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

De tantos Gostares. Estelares.

Gosto de levar as pessoas em pequenos bolsos. Dentro da alma. Não é apego. Ou despedida. É desmedida vontade de apaziguar. Qualquer má água. Que circule pelas veias. Pelo prana. Gosto de levar os bons. Pela memória. Pelas historias. Soltando-os na brisa. Para que regressem. Em afagos. Em segredos. Em
Desejos. Em laços etéricos. De afeto multicolor. E gosto. De gostar. De pensar. Que todos são. Somos bons. Enquanto carne. Enquanto ossos. Porque insistimos em percorrer. O labirinto da matéria. E reencontrar-nos. Mesmo sem reconhecer-nos. E saldar os débitos . E ganhar os créditos. De tantos gostares. E tantos bolsos. Em cada casa. Em
Cada canto. E arestas. Do zodíaco. Do mapa cardíaco. Ou estelar.

Renata Vázquez

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Cantam os súcubos

abril 18, 2018 PoesiaPortuguêsPulsões  No comments

Cantam os súcubos

Quando o mundo vibra dentro. E quase se entende. A teoria do absurdo. Quando as palavras deslizam. Em saliva. E a tez é quase crepúsculo. Quando os flancos reverberam. Em pulsões aceleradas. E o que vibra dilacera. A razão redecorada. E se fosse perpétuo o crime. As lanças e armamentos delicados. E as estrófes rugosas. Rimassem em ritmo orquestrado.
Quando o cosmos resvala. Em um minuto eclipsado. Se calam os egos. Os verbos. E se perpetuam. Os orvalhos.

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Combien

marzo 28, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

Combien

Como se não bastasse. Bastar. Porque ser feliz parece pouco. Como se não restasse prosperar. Porque ostentar. Parece tudo. Como se não bastasse se destacar. Porque ser e não ter. É pouco. Como se o público fosse tudo. Mesmo que
Ter talento fosse nada. Como se não bastasse provocar. Novas redes neurais. Porque incitar o pensar. É raro. Como se não precisasse respirar. Porque Estar vivo é pouco. Como se não bastasse ter dois hemisférios cerebrais. Belíssimos. Ter multi focos. É pouco. Como se não fosse pouco. O muito que vales. Não amar. A vida. O que se faz. É nada.

Renata Vázquez

 

 

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Delerium

marzo 1, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

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Nao  o  e deixar os fios molharem o desejo. Desnudar o prazer mais além do corpo explícito. Invadir as esquinas da alma e penetrar as entranhas. Beber doses duplas dos seus fluídos. Sem gelo. Tragar os suspiros. Boca a boca. Golpe a golpe. Versar a pele exposta. Em todas as suas rugosidades. Ir um passo adiante do que se define intimidade. Rompendo regras. Pretextos. Subtextos. Tácitos. Ou implícitos. Provar o ilícito, imoral, em puro instinto. Despudorar as vísceras e as vielas internas. Alargar as frestas do meu dicionário. Dilacerar chaves ou cadeados internos. Dar corpo. Dar passo e voz as pulsões ancestrais. Cobrir de de-leite a derme e a carne. Sentir o que arde mais além do delírio. Lira dos vinte anos em estado adulterado. Página marcada em pluma densa. E fibrosa...

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Na polifonia do instante

febrero 25, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

IMG_6472Um pronome indefinido. Que denote
Alguém que some. Que ande lado a lado. Sem medo dos tropeços. Ou arremessos. Que nascem das têmporas. Ou intempéries. De um domingo azul. Que desfrute da sinuosidade. De uma montanha russa. Com looping triplo. Um sujeito em oração composta. E pecados enxutos. Conjugados. Gramaticalmente irreverente. Que me leia de trás. Pra frente. Que revide da rotina. E zombe do destino.
Uma alma que dance no silêncio. Das miradas que se escapam. Quando o subtexto descansa. Na telepatia. Da leitura labial. Não revelada. Um pronome indeterminado. Imprevisível. Psicodelicamente humano. E espiritualmente utópico. Alguém que reste. Que repouse. Nas horas vagas. Como mariposa atrapada. Onde Um não é mais que dois. Na polifonia do instante. Que despedace os argumentos...

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Constante Epifania

febrero 15, 2018 Português  No comments

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Existe um lugar onde o mundo é uma constante epifania. Onde os limites do horizonte não são um mistério. Mas uma paragem que pulsa dentro. Existe uma melodia primordial que ressoa em todos os planos de existência. Existe um lugar onde emoções e sentimentos são apenas nomes sem sentido em um fragmento da realidade material. Existe um ser que baila, em estado equânime,  onde os corpos não passam de um acessório. Perene, no aprendizado. Existe um lugar na alma, onde inexiste dor. Onde se é apenas plenitude. Latitudes sem limite. Onde não há separação. Mas constante encontro com o todo. No pleonasmo eterno de sua totalidade.

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Ode a Freya

enero 20, 2018 PortuguêsPulsões  No comments

IMG_5382Sussurre. Recite. Palavras ao vento. E intenções ao fogo. Desdobre os arquétipos. Tecidos no corpo. Revele os tempos. Esquecidos. Mais além dos véus. Despindo o céu. Entre olhos intergaláticos. Incite. Inspire. As labaredas internas. Desvende os olhos. Em noites secretas. Versando verbetes violáceos bem densos. Decrete dizeres no reflexo do espelho. Trançando a vista, desfocando o lenço. Recite. Invoque. Os quatro elementos, entre artemísia, verbena e sal entre areia. Reviva a era crescendo solta nas pedras. Revolva raízes e ervas consagradas na chuva. Leia as frases dançando na lua. Aponte o norte e o rumo das cruzadas. Veladas ardentes. Em
Tertúlias sagradas. Sussurre e escreva desejos ardentes. As veias da alma em
Estrelas cadentes.

Ascenda o templo interno e conexo...

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Deixe ser

diciembre 10, 2017 CrônicasPortuguês  No comments

Fale o que pensa. Ouse sentir. O que se sente. Dance a beira do abismo. Ou tenha um colapso. Em terra firme. Seja tocável. E dedilhe outras almas. Encha-se de pleonasmos. Ou redundâncias. Aceite o risco. O cisco no olho. Quando algo te emociona. Esvazie toda a caixa de pandora. Ou de possibilidades. Desfrute meias verdades. Ou a realidade tecida por emoções. Tangíveis. Queira querer. Na acepção da Querência arcaica. Deixe ser. Penetre. Mais além de superfícies. Beba almas. Em garrafas infinitas. Nas reinvenções do dia a dia. Nas oblações noturnas. Prove o Ser. E o sabor do verbo solto. Desinteressado em parecer. Casca ou filtro. Desvele os vieses da vida. Que não se descosturam facilmente.  Solte as correntes. Revele o veneno e a cura. Retribua o sol. Ou a lua. Abunde-se de generosidade...

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