Deixe ser

diciembre 10, 2017 CrônicasPortuguês  No comments

Fale o que pensa. Ouse sentir. O que se sente. Dance a beira do abismo. Ou tenha um colapso. Em terra firme. Seja tocável. E dedilhe outras almas. Encha-se de pleonasmos. Ou redundâncias. Aceite o risco. O cisco no olho. Quando algo te emociona. Esvazie toda a caixa de pandora. Ou de possibilidades. Desfrute meias verdades. Ou a realidade tecida por emoções. Tangíveis. Queira querer. Na acepção da Querência arcaica. Deixe ser. Penetre. Mais além de superfícies. Beba almas. Em garrafas infinitas. Nas reinvenções do dia a dia. Nas oblações noturnas. Prove o Ser. E o sabor do verbo solto. Desinteressado em parecer. Casca ou filtro. Desvele os vieses da vida. Que não se descosturam facilmente.  Solte as correntes. Revele o veneno e a cura. Retribua o sol. Ou a lua. Abunde-se de generosidade...

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Introspecção é quando observador e observado habitam o mesmo lugar, o mesmo tempo.

noviembre 25, 2017 CrônicasPortuguês  No comments

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Introspectivo é um espaço mental. Semi impenetrável. Onde poucos poros se abrem para alguns. Mas o Ser se encontra recluso em si mesmo. Repousando nas possibilidades. Ou calamidades de situações que só restam por um instante. Efêmero. Introspectiva é a temporada de auto analise. Fora do divã ou dos ditâmes de analista. Ou pseudo terapeutas. É a hora da sangria. De fazer o balanço de meses. Ou a contagem do caixa. Interno. Introspectivo é um estado mental. Silencioso. De poucas palavras. E muitos sentimentos. É a poeira sob o tapete que precisa ser arejada. Ou exterminada. Introspectivo é um estado de espírito. É a porta encostada. Para que entre um sopro de brisa. Ou alguma mente que compactue com suas verdades. Ou entenda de essência. Intro é o prefixo que precede o real substantivo...

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Para o Ser

noviembre 14, 2017 CrônicasPortuguês  No comments

Para o Ser .

Para qualquer mal, há uma cura.
Para qualquer veneno, um antídoto emocional.
Para qualquer destemperança, o ar puro.
Para mentes ancoradas no passado,
o tempo.
Para vícios de comportamento, resgatar o eu.
Para versos inacabados, poesia constante.
Para braços que não abraçam, o mar que acolhe além do céu.
Para a ansiedade, o nanossegundo que se congela.
Para a felicidade, abdicar das couraças do ego.
Para não regressar a esse plano, trabalho diário e sincero.
Para amar de novo, ser vento, ser prana, ser areia, sal, saliva, veneno e cura nas proporções adequadas.
Para ser um Ser pleno, doar-se, ao ar,

Sem Esperar nada em troca.

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“Saara, a filha do deserto” – Esgotado em noite de lançamento

noviembre 9, 2017 Português  No comments

Já é madrugada, mas permanece mais uma noite latente para recordar. Aquele lugar da mente onde a impermanência não toca. Tantos abraços, beijos, afagos e dedicatórias na ponta da caneta. A presença dos amigos, amores e reencontros desse ciclo material e pueril. Agradeço cada sorriso e os minutos dedicados por cada um, que puderam tecer este dia de lançamento. “Saara, a Filha do Deserto” já chegou fazendo diferente. Os livros simplesmente esgotaram e peço desculpas aos amigos-leitores que não chegaram a tempo de adquirir seu exemplar! O deserto virá até vocês. Nova remessa nos próximos dias! Mais uma vez, obrigada.

 

#lançamento

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Ela escreve o que nela descreve.

octubre 3, 2017 CrônicasPortuguês  No comments

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Ela escreve sobre o perigo e a calma. Sobre as dúvidas, sob a ribalta. Sobre ribanceiras e os abismos que figuram dentro. Dentro de uma persona multifacetada e sem máscaras que mascarem a superfície. Ela escreve sobre o risco e a ternura, sobre as tertúlias da vista impura. Ela escreve e dessangra a lua, a carne crua e as vísceras nuas. Ela escreve sobre os montes e rodamoinhos, sobe as montanhas do seu ego de espinhos. Ela escreve sobre a poeira sob o tapete. Ela escreve matando os pronomes, inventando nomes e dilacerando dicionários e regras. Ela escreve para que a vida sorria, na manhã mais fria. Para integrar sabores, para desconstruir temores. Ou para falar sozinha. Ela escreve porque se autointoxica. Porque a arte excita e as palavras são mágicas e sempre surpreendem...

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Da alma quando me enxerga.

septiembre 30, 2017 CrônicasMicro contoPortuguês  No comments

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E penso em você. Como as folhas que se despedem dos galhos. Ansiando por resvalar no vento. No tempo e na brisa. Até descansarem. Junto a Terra. E desejo esse encontro. De estações que se esbarram. E se mesclam. Até que se definam novamente. Em novos dias. Novas flores. Ou odores entre chuva e relva. Enquanto a água escorre e molha até pensamento. Ou sedimento de saber-se querer. E penso na lua nua. Quase cheia. Onde possa balançar até mesmo a mente. No seu ventre. No seu dorso. Corpo exposto como raio de sol, a serpentear. Sobre o doce escorpião no deserto sem respostas. E penso na antítese entre fauna e flora, entre mente em branco e cataclisma interno. E retorno a esse inverno. Onde tudo era cor. Semente, lei incólume, fenda aberta ou lembranças de uma vida...

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Sem Fim

julio 18, 2017 CrônicasPortuguês  No comments

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As vezes parece que estou indo embora. Que o tempo que tanto menciono já não é tao igual. E que talvez ,desta vez, consiga que o Deus Chronos me dê uma tregua. A Terra realmente tem se movido mais depressa . E às vezes, parece que estou indo embora. Embora já não tenha a mesma pressa. De antes. Parece que a pele descasca e as cascas já sobram. Que o jardim das delicias nao é uma obra, mas um bairro, o qual visito e revisito em muitas beiras do caminho. Extenso. Nessas vidas, que se multiplicam dentro desta mesma vida. A intensidade e velocidade com a qual troco de roupa. Me
Desfaço das vestes de anos ou meses. Ou semanas. Até. Até Morri e voltei para o mesmo corpo, mil vezes...

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Ode/ Oração à Temperança

julio 5, 2017 Poesia  No comments

Que eu possa me proteger dos pensamentos de um coração atribulado. Que o vento me recorde o infinito, em uma ode à impermanência. Que o refugio esteja dentro, quando as brechas do tempo forem o melhor lugar. Para ser um Ser melhor. Que perceba o quanto a ilusão aferra a mente, quando estamos desavisados. Existindo na rotina do passar das horas. Que haja mais dias brancos. E textos sem destinatários. Que eu não espere nada. Nenhuma moeda de troca. Que o humor de sexta feira seja sentido em uma plena segunda. E toque minha música favorita, quando estiver desdobrada dormindo. Que emane o melhor da alma, que aceita, recolhe e acolhe. Que os espíritos sigam falando ao meu ouvido. Quando somente eu puder me acalmar. Que o agora seja minha melhor ferramenta...

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Solstício de Veludo a Meia Luz

junio 27, 2017 "AFLORISMOS"CrônicasMicro conto  No comments

 

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E no meio de um sorriso, resvalei. Descalcei as botas e armaduras. Baixei a guarda e as expectativas de um soneto. Sensualmente perfeito. De homem de lata passei à espantalho. Com um coração humano , pulsando dentro. Com vísceras e veias de verdade. Regressei aos verbos voluptuosos de quem quer se enredar. E deslizar . Em outra pele. E as nuances já eriçam os poros. Já anunciam sussurros e encaixes de dorsos. De mãos ou membros.
E no meio de um sorriso, resvalei. Resetei os contos e repousei os dedos. Na pluma do imprevisível e das esquinas que se cruzam sem hesitar. Das siluetas à meia luz a serpentear. No calor de um inverno, que arde sem queimar.

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Solstício de veludo

junio 27, 2017 Poesia  No comments

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E eu sou a princesa dos ventos
A rainha dos tempos
Que só vive uma vez
E eu sou a que revela o momento
De rever sentimentos
Que passaram no além

E eu sou a antiga magia
A lua perdida
Que se escondeu de você
Sou a partida e a chegada
A hora marcada para não beijar outra vez

E eu sou a tempestade da chuva
A pluma crua que crava também
Sou a virgem santa desnuda
Que descobre a ternura
De amar sem refém.

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