Outra vez. Avalon

mayo 21, 2018 Poesia  No comments

Avalon nas veias. No ventre. Em outras vidas. Veludo do seu pelo. Cor de giz. A espalhar a poesia. Dos meus poros. Dos meus verbos. De um verão em pleno inverno. De ser tua navalha. Sempre pronta. A improvisar na sua rima. Lânguida e incandescente. De vapores e coíba. Indecisa.  E imprecisa. Combinação. De opostos. De ar e Terra. Molhada. E deleitosa. Frase tua.  Boca  Nua. A cobiçar o gosto. De carvalho suado. Adentrando a colina. Logo após a névoa. Baixa. Rasa. Da dama do lago. Ao seu lado. Outra vez.

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De membros e encaixes de mentes. E sementes.

mayo 21, 2018 Poesia  No comments

Introduza-me. A sua mente. Rugosa e evidente. Eleva-me à serpente. Surpresa e à mostra. Rouba essa calma. Selvagem e aparente. Desvenda o enigma. Descortina e afina. Essa sacerdotisa errante. Caminhante do destrilho. Colheita de historias. Era das liras violáceas. Do dedilhar dos seus desejos. E segredos de outrora. Toma-me agora. De um golpe. Sem pensar. Hesitar. Ou refugar. Avança e cavalga. Abaixo do plexo. Solar. E introduza-me a sua mente. Mente e desmente. As lembranças daquelas. Festas do fogo. E daquele povo. Dos tempos. De membros e encaixes de mentes. E sementes.

 

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Do manancial dos deuses. Esquecidos.

mayo 21, 2018 Poesia  No comments

E que me olhe com olhos de encanto. Com o toque entre a relva e o vento. Que me veja como filha de Hécate. Ninfa. Sacerdotisa ou feiticeira. Sem partituras rasas ou mãos de poucas palavras. Que me leia mais além do terceiro parágrafo da última vértebra. Mais além dos verbos, versos, gestos ou trejeitos de uma curva. Lombar. E que sinta o aroma da noite. O cheiro da brisa. Solta. Entre os cabelos. Que invoque Pan. Que invoque os elementos e arda entre matizes de carmim. Tríade. Triqueta. Pêndulo de membros entre resmas de células e celulose molhada. E que me olhe. Novamente. Com certo espanto. Talvez. Como leito, como página, onde se lê e se escreve. Como massa de pão a fermentar. Sob o calor das mãos. Que seja rio ou correnteza. Mas que flua, mesmo com o repousar dos corpos...

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Jogo o jogo

mayo 16, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

Jogo o jogo.

Encaixe-me

um verbo.

Celeste ou de fogo.

Se não tem nexo, eu vou. Se não tem sexo, é amor. Se há medo, é pudor.  Se for de prata, eu empresto. Se não cabe, é resto. Se não prestar, eu invento. As flores do seu sentimento, no  temperamento-figurado. Se não faz sentido, eu sigo. Na corda bamba, ou abismo. E insisto e desvisto, as vestes versadas em querer  vermelho. verborrágico. Se aliteramos, eu falo. Se descruzamos, eu orvalho. Se insistir, eu não sinto. Muito nem pouco. Se for curto, eu me alongo. Entre os membros e  membranas. Se for na cama, eu não durmo. No seu colo, eu me calo. E movo as montanhas, que você leva dentro. Sinuosas ou oblíquas, eu não sigo as pistas. Mas, recrio o momento, de te saber dentro. E se isso é um jogo, vou começar de novo...

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Desperta

mayo 16, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

Para frente e para trás roda a roda da vida. Avante e abaixo o sinal da cruz inventada. Nos montes e nos campos a deusa da colheita orvalha as flores e semeia versos em mãos descuidadas. Quantos nortes virão até aprendermos a sonhar? Despertos. Quantas vidas virão até dormirmos abraçados? Quantas tintas, quantos nomes depositarão em nossos rostos? Quantas casas, quantas moradas entre lenha e almofada?

Na noite escura, ou na lua clara, no sereno, da serenata, naquela cantiga improvisada, vamos remando sem providência divina ou reticência. Quantos entornos permearão a vista, enquanto cegos sem perceber pistas? Quantos augúrios baterão a nossa porta, se o timbre interno não toca, por nossos vértices oxidados. Eletrochoque, vida e morte, chá de ervas ou telegrama...

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De tantos gostares. Estelares.

mayo 12, 2018 CrônicasMicro relato  No comments

De tantos Gostares. Estelares.

Gosto de levar as pessoas em pequenos bolsos. Dentro da alma. Não é apego. Ou despedida. É desmedida vontade de apaziguar. Qualquer má água. Que circule pelas veias. Pelo prana. Gosto de levar os bons. Pela memória. Pelas historias. Soltando-os na brisa. Para que regressem. Em afagos. Em segredos. Em Desejos. Em laços etéricos. De afeto multicolor. E gosto. De gostar. De pensar. Que todos são. Somos bons. Enquanto carne. Enquanto ossos. Porque insistimos em percorrer. O labirinto da matéria. E reencontrar-nos. Mesmo sem reconhecer-nos. E saldar os débitos . E ganhar os créditos. De tantos gostares. E tantos bolsos. Em cada casa. Em Cada canto. E arestas. Do zodíaco. Do mapa cardíaco. Ou estelar.

Renata Vázquez

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Cantam os súcubos

abril 18, 2018 PoesiaPortuguêsPulsões  No comments

Cantam os súcubos

Quando o mundo vibra dentro. E quase se entende. A teoria do absurdo. Quando as palavras deslizam. Em saliva. E a tez é quase crepúsculo. Quando os flancos reverberam. Em pulsões aceleradas. E o que vibra dilacera. A razão redecorada. E se fosse perpétuo o crime. As lanças e armamentos delicados. E as estrófes rugosas. Rimassem em ritmo orquestrado.
Quando o cosmos resvala. Em um minuto eclipsado. Se calam os egos. Os verbos. E se perpetuam. Os orvalhos.

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Combien

marzo 28, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

Combien

Como se não bastasse. Bastar. Porque ser feliz parece pouco. Como se não restasse prosperar. Porque ostentar. Parece tudo. Como se não bastasse se destacar. Porque ser e não ter. É pouco. Como se o público fosse tudo. Mesmo que
Ter talento fosse nada. Como se não bastasse provocar. Novas redes neurais. Porque incitar o pensar. É raro. Como se não precisasse respirar. Porque Estar vivo é pouco. Como se não bastasse ter dois hemisférios cerebrais. Belíssimos. Ter multi focos. É pouco. Como se não fosse pouco. O muito que vales. Não amar. A vida. O que se faz. É nada.

Renata Vázquez

 

 

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Delerium

marzo 1, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

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Não  secar o cabelo   e deixar os fios molharem o desejo. Desnudar o prazer mais além do corpo explícito. Invadir as esquinas da alma e penetrar as entranhas. Beber doses duplas dos seus fluídos. Sem gelo. Tragar os suspiros. Boca a boca. Golpe a golpe. Versar a pele exposta. Em todas as suas rugosidades. Ir um passo adiante do que se define intimidade. Rompendo regras. Pretextos. Subtextos. Tácitos. Ou implícitos. Provar o ilícito, imoral, em puro instinto. Despudorar as vísceras e as vielas internas. Alargar as frestas do meu dicionário. Dilacerar chaves ou cadeados internos. Dar corpo. Dar passo e voz as pulsões ancestrais. Cobrir de de-leite a derme e a carne. Sentir o que arde mais além do delírio. Lira dos vinte anos em estado adulterado. Página marcada em pluma densa. E fibrosa...

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Na polifonia do instante

febrero 25, 2018 CrônicasPortuguês  No comments

IMG_6472Um pronome indefinido. Que denote
Alguém que some. Que ande lado a lado. Sem medo dos tropeços. Ou arremessos. Que nascem das têmporas. Ou intempéries. De um domingo azul. Que desfrute da sinuosidade. De uma montanha russa. Com looping triplo. Um sujeito em oração composta. E pecados enxutos. Conjugados. Gramaticalmente irreverente. Que me leia de trás. Pra frente. Que revide da rotina. E zombe do destino.
Uma alma que dance no silêncio. Das miradas que se escapam. Quando o subtexto descansa. Na telepatia. Da leitura labial. Não revelada. Um pronome indeterminado. Imprevisível. Psicodelicamente humano. E espiritualmente utópico. Alguém que reste. Que repouse. Nas horas vagas. Como mariposa atrapada. Onde Um não é mais que dois. Na polifonia do instante. Que despedace os argumentos...

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